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Dependência de ansiolíticos e de hipnóticos


Os medicamentos que se prescrevem para tratar a ansiedade e como indutores do sono podem causar dependência tanto física como psicológica. Tais medicamentos incluem benzodiazepinas, barbitúricos, glutetimida, hidrato de cloral e meprobamato. Cada um funciona de um modo diferente e tem um potencial diverso de dependência e tolerância. O meprobamato, a glutetimida, o hidrato de cloral e os barbitúricos são prescritos com menos frequência do que no passado, principalmente porque as benzodiazepinas são mais seguras.

Geralmente, as pessoas dependentes destes medicamentos começaram a tomá-los por razões médicas. Algumas vezes, o médico pode prescrever doses altas durante períodos longos para tratar um problema grave, o que pode provocar dependência. Noutras ocasiões, as pessoas podem utilizar mais medicação do que a que foi prescrita. Em qualquer caso, a dependência pode desenvolver-se ao fim de duas semanas de uso continuado.

Sintomas

A dependência dos hipnóticos e dos ansiolíticos diminui o estado de alerta e determina uma expressão balbuciante, má coordenação, confusão e respiração lenta. Estes medicamentos podem fazer com que uma pessoa esteja alternadamente deprimida e ansiosa. Algumas pessoas experimentam perda de memória, tomada de decisões erradas, momentos de perda de atenção e alterações brutais do estado emocional. As pessoas de idade avançada podem parecer dementes, podem falar devagar e ter dificuldade em pensar e em compreender os outros. Podem ocorrer quedas que motivam fracturas ósseas, especialmente da anca.

Estes medicamentos provocam sonolência e tendem a encurtar a fase de sono com movimentos rápidos dos olhos (REM), que é aquela em que se sonha. (Ver secção 6, capítulo 64) A interferência com o sono pode tornar uma pessoa mais irritável no dia seguinte. Os padrões de sono podem ficar gravemente alterados nas pessoas que interrompem o medicamento depois de ter desenvolvido quer dependência quer tolerância. A pessoa pode ter então mais fase REM, sonhar mais e acordar mais frequentemente do que o normal. Este tipo de reacção de ricochete varia de pessoa para pessoa, mas em geral é mais grave e ocorre com maior frequência naqueles que consomem altas doses do medicamento e durante períodos mais longos antes da interrupção.

A abstinência aguda de qualquer destes medicamentos pode produzir uma reacção grave, aterrorizante e potencialmente mortal, de um tipo parecido com a da abstinência alcoólica (delirium tremens). (Ver secção 7, capítulo 92) As reacções de abstinência graves são mais frequentes depois do uso de barbitúricos ou de glutetimida do que após as benzodiazepinas. A pessoa é hospitalizada durante o processo de abstinência devido à possibilidade de uma reacção grave.

Tratamento

Interromper uma reacção de abstinência grave é difícil, embora o tratamento possa aliviá-la. Durante as primeiras 12 a 20 horas, a pessoa pode estar nervosa, inquieta e enfraquecida. Podem tremer-lhe as mãos e as pernas. No segundo dia, os tremores podem ser mais intensos e a pessoa sente-se ainda mais débil. Durante o segundo e terceiro dias, a maioria das pessoas que estava a tomar doses diárias que eram oito ou mais vezes a prescrição habitual de barbitúricos ou de glutetimida sofre convulsões graves que podem mesmo ser mortais. Ocasionalmente, pode ocorrer um ataque convulsivo de uma a três semanas depois do início da abstinência. Outros efeitos que a abstinência pode ocasionar são: desidratação, delírio, insónia, confusão e alucinações visuais e auditivas. Mesmo aplicando o melhor tratamento, uma pessoa pode demorar um mês ou mais a sentir-se normal.

A abstinência de barbitúricos é geralmente pior do que a benzodiazepina, embora ambas possam ser muito difíceis de tratar. A duração das reacções devidas à abstinência varia de um medicamento para outro. Frequentemente, os médicos tratam a abstinência voltando a administrar o medicamento causador numa dose inferior e diminuindo-a progressivamente ao longo de dias ou semanas.




Classificação dos medicamentos com receita médica segundo o seu potencial de abuso
Os medicamentos com receita médica que podem causar dependência estão sujeitos a restrições. Nos Estados Unidos, por exemplo, estes medicamentos são regulados pela Acta de Controlo de Substâncias, que atribui uma ordenação ou um número de classe que determina como devem ser prescritos. As substâncias de primeira ordem consideram-se como de um grande potencial de abuso, não têm aplicações médicas aceites e não têm uma mardem de segurança aceitável. As de segunda ordem têm um alto potencial de abuso, mas têm algumas aplicações médicas apropriadas. Os medicamentos de terceira ordem têm um menor potencial de abuso; os de quarta e de quinta ordem são os que menos potencial de abuso têm.

 



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