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Deslocamento interno


No deslocamento interno, o disco da articulação está colocado no lado oposto à sua posição normal.

No deslocamento interno sem redução, o disco nunca volta à sua posição normal e limita o movimento dos maxilares. No deslocamento interno com redução, que é o mais frequente, o disco está colocado no lado oposto à sua posição normal só quando a boca está fechada. Quando se abre a boca e o maxilar desliza para a frente, o disco volta à sua posição normal, produzindo um estalido quando o faz. Ao fechar a boca, o disco desliza novamente para a frente, fazendo muitas vezes outro som.

Sintomas e diagnóstico

Frequentemente, o único sintoma do deslocamento interno é um estalido ou um som de crepitação na articulação quando a boca se abre amplamente ou se mexem os maxilares lateralmente. Cerca de 20 % da população têm deslocamentos internos que não produzem sintomas, a não ser pelos sons da articulação que são notórios. O estomatologista diagnostica o deslocamento interno efectuando um exame enquanto o doente abre e fecha a boca lentamente.

Tratamento

O tratamento é necessário quando se sente dor nos maxilares ou dificuldades na mobilidade. Se este for solicitado logo que aparecem os sintomas, o estomatologista pode fazer com que o disco retroceda para a sua posição normal. Se a pessoa sofreu este incómodo há menos de 3 meses, o estomatologista pode colocar uma tala que empurre a posição do maxilar inferior para a frente. Essa peça manterá o disco em posição, permitindo que os ligamentos de sustentação fiquem tensos. Ao fim de 2 a 4 meses, o estomatologista adaptará a tala para permitir que o maxilar volte à sua posição normal, com a expectativa de que o disco permaneça no seu lugar.

O estomatologista recomendará ao doente com deslocamento interno que evite abrir a boca amplamente, por exemplo, ao bocejar ou morder uma sanduíche grossa. Os indivíduos com esta perturbação necessitam de abafar os seus bocejos, cortar os alimentos em pedaços pequenos e comer alimentos que sejam fáceis de mastigar.

Se o processo não se puder tratar com meios não cirúrgicos, um cirurgião maxilofacial pode fazer uma intervenção cirúrgica para arranjar o disco e fixá-lo no seu lugar. No entanto, a necessidade de cirurgia é relativamente rara.

Frequentemente, os indivíduos com deslocamento interno também têm dor e contractura muscular; no entanto, uma vez que seja tratada a dor muscular, os outros sintomas desaparecem também. Os estomatologistas obtêm melhores resultados no tratamento da dor e da contractura muscular do que no tratamento do deslocamento interno.




Fisioterapia para a dor e a tensão muscular do maxilar inferior
Os ultra-sons são um método para fornecer calor intenso às zonas dolorosas. Quando estas aquecem, os vasos sanguíneos dilatam-se e o sangue pode levar rapidamente o ácido láctico acumulado responsável pela dor muscular.
A administração de correntes (electromiografia) controla a actividade muscular com um manómetro. O doente tenta relaxar todo o corpo ou um músculo específico enquanto observa o manómetro. Deste modo, o doente aprende a controlar ou a relaxar determinados músculos.
Os exercícios de pulverarização e estiramento consistem em pulverizar um refrigerante sobre a pele da maça do rosto e da têmpora, de modo que os músculos do maxilar possam distender-se.
As massagens de fricção consistem em esfregar uma toalha áspera sobre a maça do rosto e a têmpora para aumentar a circulação e acelerar a eliminação do ácido láctico
A estimulação eléctrica transcutânea dos nervos consiste na utilização de um dispositivo que estimula as fibras nervosas que não transmitem a dor. Crê-se que os impulsos resultantes obstruem os impulsos dolorosos que o doente esteve a sentir.


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