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Prisão de ventre


A prisão de ventre, ou obstipação, é uma perturbação em que a pessoa tem evacuações incómodas ou pouco frequentes.
Uma pessoa com prisão de ventre produz fezes duras que podem ser difíceis de expulsar. Também pode ter a sensação de que o recto não fica totalmente vazio. A prisão de ventre aguda começa de forma repentina e a pessoa dá-se claramente conta disso. A crónica, por outro lado, pode começar de forma subtil e persistir durante meses ou anos.

Muitas vezes a causa da prisão de ventre aguda não é mais do que uma alteração recente na dieta ou uma redução na actividade física (por exemplo, quando uma pessoa fica acamada durante 1 ou 2 dias por estar doente). Muitos fármacos, por exemplo o hidróxido de alumínio (princípio activo comum dos antiácidos de venda livre), os sais de bismuto, os sais de ferro, os anticolinérgicos, os anti-hipertensores, os opiáceos e muitos tranquilizantes e sedativos, podem provocar prisão de ventre. Por vezes, a prisão de ventre aguda pode ser causada por problemas graves, como uma obstrução do intestino grosso, um fornecimento deficiente de sangue ao mesmo e uma lesão nervosa ou da espinal medula.

São causas frequentes da prisão de ventre crónica uma escassa actividade física e uma dieta pobre em fibra. Outras causas podem ser uma glândula tiróide hipoactiva (hipotiroidismo), valores altos de cálcio no sangue (hipercalcemia) e a doença de Parkinson. Uma diminuição das contracções do intestino grosso (cólon inactivo) e das contracções concomitantes com a defecação conduzem também à prisão de ventre crónica. Os factores psicológicos são causas habituais de prisão de ventre aguda e crónica.

Tratamento

Quando uma doença provoca prisão de ventre, deve ser tratada. Noutros casos, a melhor maneira de tratar e de prevenir a prisão de ventre é com uma combinação de exercício adequado, uma dieta rica em fibra e o uso esporádico de medicação adequada.
Os vegetais, as frutas e o farelo são excelentes fontes de fibra. Muitas pessoas consideram útil ingerir, duas ou três vezes por dia, duas ou três colheres de sopa de farelo integral ou de cereais com alto teor em fibra. Para que isto seja eficaz, a fibra deve ser acompanhada pela ingestão abundante de líquidos.

Laxativos

Muitas pessoas utilizam os laxativos para aliviar a prisão de ventre. O uso de alguns é seguro a longo prazo, enquanto outros deverão ser utilizados só esporadicamente. Alguns laxativos são bons para a prevenção da prisão de ventre e outros podem ser administrados para o seu tratamento.

Os agentes formadores de volume (farelo, psílio, policarbófilo de cálcio e metilcelulose) aumentam o volume das fezes. O volume aumentado estimula as contracções naturais do intestino e as fezes volumosas são mais moles e mais fáceis de expulsar. Os agentes formadores de volume actuam lenta e suavemente e são considerados um dos métodos mais seguros para facilitar evacuações regulares. Estes produtos ao princípio são tomados em pequenas quantidades. A dose vai sendo aumentada de modo gradual até se atingir a regularidade. As pessoas que utilizam agentes formadores de volume também devem beber líquidos em abundância.

Os agentes emolientes (amolecedores), como o docusato, aumentam a quantidade de água nas fezes. De facto, estes laxativos são detergentes que diminuem a tensão superficial das fezes, permitindo que a água penetre nelas com maior facilidade e as amoleça. O aumento da massa fecal estimula as contracções naturais do intestino grosso e ajuda as fezes amolecidas a deslocarem-se com maior facilidade para o exterior do organismo.

O óleo mineral amolece as fezes e facilita a sua eliminação do corpo. No entanto, pode diminuir a absorção de certas vitaminas lipossolúveis. Por outro lado, se uma pessoa (por exemplo, alguém que se encontre debilitado) inalar acidentalmente (aspirar) óleo mineral, poderá sofrer uma grave irritação pulmonar. Além disso, o óleo mineral escoa-se pelo recto.

Os agentes osmóticos atraem quantidades de água ao intestino grosso, tornando as fezes moles e fluidas. O excesso de líquido também torna as paredes do intestino grosso tensas, estimulando as contracções. Estes laxativos consistem em sais (normalmente de fosfato, de magnésio ou de sulfato) ou açúcares que quase não são absorvidos (por exemplo, lactulose e sorbitol). Alguns agentes osmóticos contêm sódio e por isso podem provocar retenção de líquidos em pessoas com doenças renais ou insuficiência cardíaca, sobretudo quando são administrados em doses elevadas ou de forma muito frequente. Os agentes osmóticos que contêm magnésio e fosfato passam parcialmente para o sangue, podendo ser prejudiciais em pessoas com insuficiência renal. (Ver secção 11, capítulo 123) Estes laxativos costumam actuar no prazo de 3 horas e são melhores no tratamento da prisão de ventre do que na sua prevenção. Também são utilizados para eliminar as fezes do intestino antes dum exame radiológico do tracto digestivo (gastrointestinal) e antes duma colonoscopia (exame do intestino grosso mediante um tubo flexível de visualização). (Ver secção 9, capítulo 100)

Os laxativos estimulantes estimulam directamente as paredes do intestino grosso, provocando a sua contracção e deslocando as fezes. Contêm substâncias irritantes como o sene, a cáscara-sagrada, a fenolftaleína, o bisacodilo ou o óleo de rícino. Normalmente, provocam uma evacuação semi-sólida no prazo de 6 a 8 horas, mas, muitas vezes, também provocam cólicas. Quando são administrados em forma de supositório, costumam actuar em 15 a 60 minutos. O uso prolongado de laxativos estimulantes pode danificar o intestino grosso. As pessoas que os utilizam podem tornar-se adictos destes laxativos, desenvolvendo a síndroma do intestino preguiçoso, o qual cria dependência deles. Os laxativos estimulantes são muitas vezes utilizados para esvaziar o intestino grosso antes de exames de diagnóstico e para prevenir ou tratar a prisão de ventre provocada pelos fármacos que atrasam as contracções do intestino grosso, como os opiáceos.



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