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Intestino delgado


Em geral, os tumores do intestino delgado não são malignos. Os tumores malignos mais frequentes são os carcinomas, os linfomas e os tumores carcinóides.

Tumores não cancerosos

Os tumores não cancerosos do intestino delgado incluem os tumores anormais das células gordas (lipomas), das células nervosas (neurofibromas), das células do tecido conjuntivo (fibromas) e das células musculares (leiomiomas). A maioria dos tumores benignos não provoca sintomas. No entanto, os maiores podem provocar a presença de sangue nas fezes, uma obstrução intestinal parcial ou completa ou uma estrangulação intestinal se um segmento do intestino se introduzir na zona que o precede (um problema conhecido como intussuscepção. (Ver secção 9, capítulo 112)

Quando os sintomas parecem indicar a presença dum tumor no início ou no fim do intestino delgado, o médico pode utilizar um endoscópio (tubo flexível de visualização) para ver o tumor e obter uma amostra para ser examinada ao microscópio. A radiografia com papa de bário (Ver secção 9, capítulo 100) pode mostrar a totalidade do intestino delgado e pode evidenciar o tumor. Pode ser feita uma arteriografia (uma radiografia que se faz depois de injectar uma substância de contraste numa artéria) numa artéria do intestino, sobretudo se o tumor estiver a perder sangue. De forma semelhante, pode-se injectar tecnécio radioactivo na artéria e observar, mediante uma gamagrafia, como ele se escapa para o interior do intestino. Este procedimento ajuda a localizar o ponto onde o tumor está a sangrar. A hemorragia pode ser detida cirurgicamente.
Os pequenos tumores podem ser destruídos com o endoscópio por electrocauterização, obliteração por calor ou fototerapia com laser. Para tumores maiores, costuma ser necessária a cirurgia.

Sarcoma de Kaposi
Uma forma agressiva do sarcoma de Kaposi manifesta-se principalmente em certas regiões de África, nos receptores de transplantes e em pessoas com SIDA. Pode começar em qualquer parte do intestino, mas normalmente começa no estômago, no intestino delgado ou na extremidade do intestino grosso. Embora normalmente não provoque sintomas, a pessoa pode perder proteínas e sangue pelas fezes e ter diarreia. Uma porção do intestino pode introduzir-se noutra parte adjacente (uma situação chamada intussuscepção intestinal), o que tende a obstruir o intestino e interromper a chegada de sangue ao mesmo, o que constitui uma urgência. O sarcoma de Kaposi também pode manifestar-se como manchas de cor vermelho-púrpura na pele.
O médico pode suspeitar dum sarcoma de Kaposi quando os sintomas se desenvolvem numa pessoa que se encontra num grupo de alto risco. É necessária uma cirurgia exploratória para confirmar o diagnóstico (exérese) do sarcoma. Se ocorrer uma intussuscepção intestinal, será necessária uma cirurgia de urgência

TUMORES MALIGNOS

O cancro do intestino delgado é pouco frequente. No entanto, as pessoas com doença de Crohn do intestino delgado são mais propensas a desenvolvê-lo do que as outras. O linfoma, um cancro que aparece no sistema linfático, pode-se desenvolver na porção média do intestino delgado (jejuno) ou na porção baixa (íleo). O linfoma pode provocar o alargamento ou a rigidez dum segmento intestinal. Este cancro é mais frequente em pessoas com a doença celíaca. O intestino delgado, sobretudo o íleo, é o segundo sítio de localização mais frequente (depois do apêndice) dos tumores carcinóides.

Os tumores podem provocar obstrução e hemorragia intestinal, o que pode causar o aparecimento de sangue nas fezes, cólicas dolorosas, distensão abdominal e vómitos. Os tumores carcinóides podem segregar hormonas que provocam diarreia e vermelhidão da pele.
O diagnóstico de cancro do intestino delgado é estabelecido mediante radiografia com papa de bário, endoscopia ou exploração cirúrgica. O melhor tratamento é a extracção cirúrgica do tumor.



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