| Secção 9: | Perturbações gastrointestinais |
| Capítulo 113: | Cancro e outros tumores do aparelho digestivo |
| Temas: | Esófago
- Estômago
- Intestino delgado
- Intestino grosso e recto
- Pólipos
- Polipose familiar
- Cancro colorrectal
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Intestino delgadoEm geral, os tumores do intestino delgado não são malignos. Os tumores malignos mais frequentes são os carcinomas, os linfomas e os tumores carcinóides. Tumores não cancerosos Os tumores não cancerosos do intestino delgado incluem os tumores anormais das células gordas (lipomas), das células nervosas (neurofibromas), das células do tecido conjuntivo (fibromas) e das células musculares (leiomiomas). A maioria dos tumores benignos não provoca sintomas. No entanto, os maiores podem provocar a presença de sangue nas fezes, uma obstrução intestinal parcial ou completa ou uma estrangulação intestinal se um segmento do intestino se introduzir na zona que o precede (um problema conhecido como intussuscepção. (Ver secção 9, capítulo 112) Quando
os sintomas parecem indicar a presença dum tumor no início ou no fim
do intestino delgado, o médico pode utilizar um endoscópio (tubo flexível
de visualização) para ver o tumor e obter uma amostra para ser examinada
ao microscópio. A radiografia com papa de bário (Ver secção 9, capítulo 100) pode mostrar a totalidade do intestino delgado e pode
evidenciar o tumor. Pode ser feita uma arteriografia (uma radiografia que se
faz depois de injectar uma substância de contraste numa artéria) numa
artéria do intestino, sobretudo se o tumor estiver a perder sangue. De
forma semelhante, pode-se injectar tecnécio radioactivo na artéria
e observar, mediante uma gamagrafia, como ele se escapa para o interior do intestino.
Este procedimento ajuda a localizar o ponto onde o tumor está a sangrar.
A hemorragia pode ser detida cirurgicamente.
TUMORES MALIGNOS O cancro do intestino delgado é pouco frequente. No entanto, as pessoas com doença de Crohn do intestino delgado são mais propensas a desenvolvê-lo do que as outras. O linfoma, um cancro que aparece no sistema linfático, pode-se desenvolver na porção média do intestino delgado (jejuno) ou na porção baixa (íleo). O linfoma pode provocar o alargamento ou a rigidez dum segmento intestinal. Este cancro é mais frequente em pessoas com a doença celíaca. O intestino delgado, sobretudo o íleo, é o segundo sítio de localização mais frequente (depois do apêndice) dos tumores carcinóides. Os tumores
podem provocar obstrução e hemorragia intestinal, o que pode causar
o aparecimento de sangue nas fezes, cólicas dolorosas, distensão abdominal
e vómitos. Os tumores carcinóides podem segregar hormonas que provocam
diarreia e vermelhidão da pele. |
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