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Pólipos


Um pólipo é um crescimento de tecido da parede intestinal, geralmente não canceroso, que se desenvolve dentro do intestino.

Os pólipos podem crescer com ou sem pedículo e o seu tamanho varia consideravelmente. O mais habitual é que os pólipos se desenvolvam no recto e no segmento inferior do intestino grosso. É raro que o façam mais acima.

Cerca de 25 % das pessoas com cancro do cólon têm também pólipos em qualquer outro lugar do intestino grosso. Há sinais evidentes de que os pólipos adenomatosos são propensos a tornar-se cancerosos se se deixar que permaneçam no intestino grosso. Quanto maior for o pólipo, maior é o risco de ser maligno.

Sintomas e diagnóstico

A maioria dos pólipos não provoca sintomas, mas o sintoma mais comum é a hemorragia pelo recto. Um pólipo grande pode provocar cólicas, dor abdominal ou obstrução intestinal. Em situações raras, um pólipo com uma haste comprida pode crescer através do ânus. Os pólipos grandes com prolongamentos em forma de dedos (adenomas vilosos) podem excretar água e sais, provocando uma diarreia aquosa intensa que pode resultar em valores baixos de potássio no sangue (hipopotassemia). Este tipo de pólipo é mais propenso a ser ou a tornar-se canceroso.

O médico pode palpar os pólipos no recto com o dedo, mas normalmente são descobertos durante uma sigmoidoscopia de rotina (exame do recto e da parte inferior do intestino grosso mediante um tubo flexível de visualização). Quando este exame mostra um pólipo, efectua-se uma colonoscopia (exame do intestino grosso através de um tubo flexível de visualização) (Ver secção 9, capítulo 100) da totalidade do intestino grosso. Este exame é mais completo e fiável. Faz-se porque a pessoa tem normalmente mais do que um pólipo e porque um ou mais pólipos podem ser cancerosos. A colonoscopia também permite ao médico fazer uma biopsia de qualquer área que possa ser suspeita de cancro.

Tratamento

Em primeiro lugar, são administrados laxativos e clisteres para limpar o intestino. Depois, eliminam-se os pólipos durante a colonoscopia, usando um instrumento cortante ou um laço de arame electrificado. Se o pólipo não tiver pedículo ou não se puder extirpar durante a colonoscopia, pode ser necessária a cirurgia.

Um anatomopatologista examina os pólipos que forem extraídos. Se forem malignos, o tratamento dependerá de vários factores. Por exemplo, o risco do cancro se espalhar é maior se tiver invadido o pedículo do pólipo ou se a invasão for perto do ponto seccionado. Também tem de se ter em conta que existe um elevado risco em função da opinião do anatomopatologista sobre as características microscópicas do pólipo. Se o risco for baixo, não é necessário mais tratamento. Caso contrário, extirpa-se cirurgicamente a porção afectada do cólon e voltam a unir-se os segmentos livres.

Quando se extrai um pólipo, deve explorar-se de novo a totalidade do intestino mediante uma colonoscopia no ano seguinte e, depois, a intervalos determinados pelo médico. Se não se puder fazer o exame devido a um estreitamento do cólon, pode-se fazer um clister com papa de bário. Qualquer pólipo novo deve ser extirpado.

Pólipo no recto
Um pólipo é uma formação de tecido que faz protraimento dentro do intestino


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