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Ascite


A ascite é a acumulação de líquido na cavidade abdominal.

Tende a aparecer mais em doenças de longa duração (crónicas) que nos processos de curta duração (agudos). Apresenta-se muito frequentemente nos casos de cirrose, especialmente nos causados pelo alcoolismo. A ascite também se pode apresentar em doenças não relacionadas com o fígado tais como o cancro, a insuficiência cardíaca, a insuficiência renal e a tuberculose.

Nos pacientes com doenças hepáticas, o líquido sai da superfície do fígado e do intestino. Uma combinação de factores é responsável pela ascite, incluindo a hipertensão portal, a redução da capacidade dos vasos sanguíneos para reter o líquido, a retenção de líquidos pelos rins e a alteração de várias hormonas e substâncias químicas que regulam os líquidos do organismo.

Sintomas e diagnóstico

Em geral, se a acumulação de líquido no abdómen é escassa, não se produzem sintomas, mas uma grande quantidade, pode provocar distensão abdominal e mal estar, além de dificuldades respiratórias. Quando o médico dá toques ligeiros (percute) no abdómen, produz-se um som surdo. Nos casos de muita acumulação de líquido, o abdómen está tenso e o umbigo fica liso ou mesmo pode ficar saliente. Em alguns pacientes com ascite, os tornozelos incham por causa de um excesso de líquidos (edema).
Se a presença ou a causa da ascite não for clara, pode-se fazer uma ecografia. Como alternativa, pode extrair-se uma pequena amostra de líquido introduzindo uma agulha através da parede abdominal, um procedimento chamado paracentese diagnóstica. (Ver secção 9, capítulo 100) A análise de laboratório do líquido contribui para determinar a causa da sua acumulação.

Tratamento

A terapia básica para o tratamento da ascite é o repouso total e uma dieta com pouco sal, geralmente combinada com medicamentos chamados diuréticos, que ajudam os rins a excretar mais líquido pela urina. Se a ascite dificultar a respiração ou a alimentação, o líquido pode ser extraído com uma agulha, um procedimento chamado paracentese terapêutica. O líquido tende a acumular-se de novo no abdómen salvo se a pessoa tomar diuréticos. Muitas vezes, grandes quantidades de albumina (a principal proteína do plasma) perdem-se no líquido abdominal, pelo que esta proteína deve ser administrada por via endovenosa.

Por vezes, mas raramente, desenvolve-se uma infecção no líquido ascítico sem razão aparente, especialmente em pacientes com cirrose alcoólica. Esta infecção chama-se peritonite bacteriana espontânea e é tratada com antibióticos.



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