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Hepatite crónica


A hepatite crónica define-se como uma inflamação do fígado que dure mais de 6 meses.

A hepatite crónica, embora muito menos frequente que a hepatite aguda, pode durar anos e inclusive décadas. Em geral é bastante leve e não produz qualquer sintoma ou lesão hepática significativa. Em alguns casos, contudo, a contínua inflamação afecta lentamente o fígado, produzindo em certas ocasiões cirrose e insuficiência hepática.

Causas

O vírus da hepatite C é uma causa frequente de hepatite crónica; em aproximadamente 75 % dos casos, esta doença torna-se crónica. O vírus da hepatite B, por vezes juntamente com o vírus da hepatite D, causa uma percentagem menor de infecções crónicas.

Os vírus da hepatite A e E não causam hepatite crónica. Os medicamentos tais como a metildopa, a isoniazida, a nitrofurantoína e possivelmente o paracetamol, também podem causar hepatite crónica, particularmente quando são tomados durante períodos prolongados. A doença de Wilson, uma doença rara hereditária que implica uma retenção anormal de cobre, (Ver secção 12, capítulo 135) pode causar hepatite crónica em crianças e em adultos jovens.

Não se sabe exactamente por que razão determinados vírus e medicamentos causam hepatite crónica em certas pessoas e não em outras, nem por que varia a sua gravidade. Uma possível explicação pode ser a excessiva reacção do sistema imunitário perante a infecção viral ou o medicamento nos afectados de hepatite crónica.

Não se conseguiu encontrar uma causa evidente em muitos dos afectados de hepatite crónica. Em alguns casos, parece que a reacção hiperactiva do sistema imunitário será a responsável da inflamação crónica.

Este processo, denominado hepatite auto-imune, é mais frequente entre as mulheres que entre os homens.

Sintomas e diagnóstico

Cerca de um terço dos casos de hepatite crónica desenvolve-se depois de uma hepatite viral aguda. No resto, desenvolve-se gradualmente sem qualquer doença prévia evidente.

São muitas as pessoas que sofrem de hepatite crónica sem apresentar qualquer sintoma, mas nas que os apresentam, estes muitas vezes consistem numa sensação de doença, falta de apetite e cansaço e, em algumas ocasiões, um pouco de febre e um ligeiro mal-estar na parte superior do abdómen.

A icterícia pode não aparecer. Os traços distintivos de uma doença hepática crónica podem eventualmente desenvolver-se como um aumento de tamanho do baço, pequenas veias com forma de aranha na pele e retenção de líquidos. Podem apresentar-se outros traços distintivos, especialmente em mulheres jovens com hepatite auto-imune.

Estes sintomas podem implicar praticamente qualquer sistema do organismo, como o acne, a interrupção da menstruação, dores articulares, fibrose pulmonar, inflamação da tiróide e dos rins e anemia.

Tanto os sintomas que o paciente apresenta como os resultados dos exames de função hepática, fornecem uma informação positiva para o diagnóstico; uma biopsia do fígado (extracção de uma amostra de tecido para o seu exame ao microscópio) (Ver secção 10, capítulo 115) é essencial para o diagnóstico definitivo.

O exame do tecido hepático com o microscópio permite ao médico determinar a gravidade da inflamação e saber se se desenvolveu fibrose ou cirrose. Igualmente revelará a causa subjacente da hepatite.

Prognóstico e tratamento

Muitas pessoas sofrem de hepatite crónica durante anos sem que se produza uma lesão progressiva no fígado. Em outras, a doença agrava-se gradualmente.

Neste último caso, e se, além disso, a doença é resultado de uma infecção pelo vírus da hepatite B ou C, o agente antivírico interferão-alfa pode interromper a inflamação.

Contudo, este produto é caro, os efeitos adversos são frequentes e a hepatite tende a reaparecer depois de concluído o tratamento.

Portanto, esse tratamento está reservado para um grupo muito específico de pessoas infectadas.

A hepatite auto-imune costuma ser tratada com corticosteróides, por vezes administrados juntamente com a azatioprina.
Estes medicamentos suprimem a inflamação, resolvem os sintomas e melhoram a sobrevivência a longo prazo. Contudo, a cicatrização (fibrose) no fígado pode agravar-se gradualmente.

A interrupção da terapia conduz em geral a uma recaída, de modo que a administração de medicamentos, na maioria dos doentes, se deve manter de forma indefinida.

Com o passar dos anos, aproximadamente metade das pessoas com hepatite auto-imune desenvolve cirrose, insuficiência hepática ou ambas ao mesmo tempo.

Caso se suspeite de que um medicamento pode ser o causador da hepatite, deve interromper-se a administração do mesmo. Desta maneira é possível que a hepatite crónica desapareça.

Independentemente da causa ou do tipo de hepatite crónica de que se sofra, qualquer complicação como a ascite (líquido na cavidade abdominal) (Ver secção 10, capítulo 116) ou a encefalopatia (função cerebral anormal), (Ver secção 10, capítulo 116) exigirá um tratamento específico.



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