| Secção 10: | Perturbações do fígado e da vesícula biliar |
| Capítulo 120: | Tumores hepáticos |
| Temas: | Adenoma hepático
- Hemangioma
- Hepatoma
- Outras formas de cancro primário do fígado
- Cancro de fígado devido a metástases
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Cancro de fígado devido a metástasesO cancro do fígado devido a metástases é um tumor que se propagou ao fígado a partir de outra parte do corpo. As metástases hepáticas têm a sua origem mais frequente no pulmão, mama, cólon, pâncreas e estômago. A leucemia e outras formas de cancro das células do sangue, tais como os linfomas, podem afectar o fígado. Por vezes, a descoberta de um tumor hepático metastático é a primeira indicação de que uma pessoa tem um cancro.
Sintomas Muitas vezes, os primeiros sintomas incluem a perda de peso e de apetite. É habitual que o fígado aumente de tamanho, endureça e provoque dores. Também pode aparecer febre. Em algumas ocasiões o baço também inflama, especialmente quando o cancro tem origem no pâncreas. Pode apresentar-se um processo conhecido como ascite (acumulação de líquido na cavidade abdominal). (Ver secção 10, capítulo 116) Em princípio, a icterícia está ausente ou é ligeira, a menos que o cancro obstrua os canais biliares. Semanas antes da pessoa morrer, a icterícia vai aumentando progressivamente. Além disso, pode aparecer confusão mental e sonolência causada pelas substâncias tóxicas acumuladas no cérebro, processo que se denomina encefalopatia hepática. (Ver secção 10, capítulo 116) Diagnóstico Nos últimos estádios da doença, o médico, em geral, pode diagnosticar sem dificuldade um cancro hepático metastático; contudo, o diagnóstico é muito difícil no estado inicial. A ecografia, a tomografia axial computadorizada (TAC) e a ressonância magnética (RM) do fígado podem revelar o cancro. Contudo, estes exames nem sempre servem para detectar os tumores pequenos ou distinguir um tumor da cirrose ou outras anormalidades. Os tumores costumam causar um defeito da função hepática que pode ser detectado mediante análises de sangue. Uma biopsia hepática, em que se extrai com uma agulha uma amostra de tecido hepático para exame ao microscópio, confirma o diagnóstico em 75 % dos casos. Para melhorar as possibilidades de obter uma amostra de tecido canceroso, pode usar-se a ecografia para guiar a direcção da agulha. Por outro lado, pode obter-se uma amostra por biopsia enquanto o médico observa o fígado com um laparoscópio (um tubo de fibra óptica que é introduzido através da parede abdominal). A leucemia, em geral, é diagnosticada baseando-se nos resultados das análises de sangue e de medula óssea. Em geral, não é necessário praticar uma biopsia hepática. Tratamento Em função do tipo de cancro, os medicamentos anticancerosos costumam reduzir temporariamente o tumor e prolongar a vida, mas não o curam. Estes medicamentos podem ser injectados na artéria hepática, com o que uma alta concentração do medicamento alcança directamente as células cancerosas do fígado. Esta técnica é a mais apropriada para reduzir o tumor e produz poucos efeitos colaterais. Contudo, não ficou demonstrado que possa prolongar a vida. A radioterapia reduz por vezes a dor aguda, mas tem poucos efeitos benéficos além deste. Quando se encontra um tumor no fígado, o cirurgião pode extirpá-lo, especialmente se procede de um cancro do intestino. Contudo, nem todos os especialistas consideram esta cirurgia válida. Tudo o que um médico pode fazer, na maioria dos casos de doentes com um cancro disseminado, é aliviar as dores. |
Outras formas de cancro primário do fígado