Merck Sharp & Dohme - Portugal
MSD Portugal Publicacoes MSD
Pesquisa
IntroduçãoAjuda


Imprimir Enviar Artigo

Cancro da bexiga


O cancro da bexiga manifesta-se cerca de três vezes mais nos homens do que nas mulheres. Certas substâncias químicas concentram-se na urina e causam cancro. Fumar é o factor de risco individual mais forte e a causa subjacente de pelo menos metade de todos os casos novos. A irritação crónica que produzem a esquistosomíase (Ver tabela da secção 17, capítulo 184) (uma infestação provocada por parasitas) ou os cálculos renais também predispõe para o cancro da bexiga, embora a irritação apenas se dê numa pequena proporção de casos.

Sintomas e diagnóstico

Costuma suspeitar-se de cancro da bexiga pela primeira vez, antes do aparecimento de qualquer sintoma, quando um exame microscópico de rotina da urina detecta glóbulos vermelhos. Contudo, a urina pode ser sanguinolenta à vista desarmada. Mais tarde, os sintomas podem incluir dor e ardor durante a micção e uma urgente e frequente necessidade de urinar. Os sintomas do cancro de bexiga podem ser idênticos aos da infecção da bexiga (cistite) e ambos os problemas podem apresentar-se juntos. Suspeita-se de um cancro da bexiga quando os sintomas não desaparecem com o tratamento da infecção. Um exame microscópico sistemático ou outras análises de urina podem detectar sangue e células de pus, e uma avaliação microscópica especial (citologia) frequentemente detecta células cancerosas.

A cistografia ou a urografia endovenosa (radiografias que se realizam depois de se injectar uma substância radiopaca) podem mostrar uma irregularidade no contorno da parede da bexiga, sugerindo um possível tumor. A ecografia, a TAC ou a RM também podem revelar uma alteração na bexiga, em geral de forma acidental durante a avaliação de outro problema. Quando alguma destas provas detecta um tumor, o médico observa o interior da bexiga com um cistoscópio, instrumento que se introduz através da uretra e que permite extrair amostras de qualquer zona suspeita para o seu exame ao microscópio (biopsia). Por vezes extrai-se o cancro inteiro através do cistoscópio.

Tratamento e prognóstico

O cancro que está localizado sobre a superfície interna da bexiga ou que apenas invade a parte mais superficial da camada muscular que se encontra sob a mesma pode ser extraído por completo durante uma cistoscopia. Contudo, os doentes frequentemente desenvolvem a posteriori um novo cancro, por vezes no mesmo lugar ou, com maior frequência, em qualquer outra parte da bexiga. O índice de recidiva das formas superficiais de cancro limitadas à superfície interna da bexiga pode-se reduzir mediante repetidas instilações de medicamentos anticancerígenos ou de BCG (uma substância que estimula o sistema imunitário do organismo) dentro da bexiga, depois de ter extirpado o cancro inteiro durante uma cistoscopia. Essas instilações podem servir como tratamento para uma pessoa cujos tumores não podem ser extraídos durante uma cistoscopia.

O cancro que se desenvolveu profundamente dentro da parede da bexiga ou através dela não pode ser extirpado por completo com uma cistoscopia. Em geral deve realizar-se uma extirpação total ou parcial da bexiga (cistectomia). Geralmente, extirpam-se também os gânglios linfáticos da zona para poder determinar se o cancro produziu metástases. A radioterapia isolada, ou em combinação com a quimioterapia, cura por vezes o cancro.

Caso se tenha de extirpar completamente a bexiga, deve-se idealizar um método de drenagem da urina. Geralmente, a urina é desviada, através de um canal feito de intestino denominado ansa ileal, para uma abertura (estoma) efectuada na parede abdominal. A urina é recolhida depois numa bolsa externa.

Existem vários métodos de derivação da urina que cada vez são mais frequentes e que são especialmente apropriados para alguns pacientes. Estes métodos podem ser agrupados em duas categorias: uma neobexiga ortotópica e uma derivação cutânea continente. Em ambas, constrói-se um reservatório interno com parte do intestino. No caso da neobexiga ortotópica, o reservatório liga-se à uretra. O paciente aprende a esvaziar este reservatório relaxando os músculos da base da bacia e aumentando a pressão dentro do abdómen, de modo que a urina passe através da uretra tal como o faria naturalmente. Geralmente, os doentes não têm problemas durante o dia, mas pode haver um pouco de incontinência durante a noite. Numa derivação cutânea continente, o reservatório liga-se a um estoma na parede abdominal. Não é precisa uma bolsa externa, porque a urina permanece no reservatório até que o paciente o esvazie, introduzindo uma sonda no seu interior através do estoma a intervalos regulares durante o dia.

O cancro que produziu metástases requer quimioterapia. Várias combinações diferentes de medicamentos são activas contra este tipo de cancro, mas em proporção só poucos casos se curam.

Tumor vesical
Um tumor vesical pode provocar hemorragia e inclusive obstrução do fluxo normal da urina.

Cistoscopia

A cistoscopia consiste em introduzir um cistoscópio na bexiga através da uretra, para extrair amostras de qualquer zona suspeita para realizar uma biopsia.



Política de Privacidade Termos de Utilizaçao Direitos Reservados © 2006 MERCK SHARP & DOHME PORTUGAL Merck & CO., (USA)