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Deficiência de vitamina E


A vitamina E (alfa-tocoferol) é um antioxidante que protege as células do corpo contra as lesões produzidas por compostos químicos reagentes conhecidos com o nome de radicais livres. A vitamina E e o selénio (um mineral essencial que é um componente de um enzima antioxidante) têm acções semelhantes.

As crianças prematuras têm uma reserva muito baixa de vitamina E e podem apresentar deficiência se a sua alimentação contiver excesso de gorduras insaturadas e pouca vitamina E. Essas gorduras são pró-oxidantes (substâncias que se oxidam facilmente para formar radicais livres) e antagonistas da vitamina E, e podem provocar a destruição dos glóbulos vermelhos (hemólise).

As perturbações que interferem na absorção das gorduras, como a doença celíaca, a fibrose quística, a obstrução dos canais biliares e a doença de Crohn, podem também reduzir a absorção da vitamina E e aumentar o risco de deficiência.
Nas crianças prematuras, a deficiência de vitamina E pode provocar problemas oculares (retinopatia) (Ver secção 23, capítulo 252) e hemorragia cerebral, dois problemas que podem ser consequência da exposição a altas concentrações de oxigénio nas incubadoras.

Nas crianças maiores, os sintomas da deficiência de vitamina E apresentam-se quando existe má absorção intestinal e assemelham-se aos de uma perturbação neurológica. Esses sintomas incluem reflexos diminuídos, dificuldade em andar, visão dupla, perda do equilíbrio e fraqueza muscular. Uma concentração baixa de vitamina E no sangue confirma o diagnóstico.
A ingestão de grandes doses de suplementos de vitamina E por via oral alivia a maior parte dos sintomas, mas o restabelecimento completo do sistema nervoso pode demorar muitos meses.



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