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Tiroidite


A tiroidite, uma inflamação da glândula tiróide, provoca um hipertiroidismo transitório muitas vezes seguido de um hipotiroidismo transitório, ou então não produz mudança nenhuma no funcionamento da tiróide.

Os três tipos de tiroidite são a tiroidite de Hashimoto, a tiroidite subaguda granulomatosa e a tiroidite linfocitária silenciosa.

Tiroidite de Hashimoto

Esta tiroidite auto-imune é o tipo mais frequente e a causa mais habitual de hipotiroidismo. Por razões desconhecidas, o organismo vira-se contra si mesmo numa reacção auto-imune e cria anticorpos que atacam a glândula tiróide. (Ver secção 16, capítulo 167) Este tipo de tiroidite é mais frequente nas mulheres idosas e é habitual em famílias com antecedentes da doença. O mal é oito vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens e tem uma incidência mais alta em pessoas com certas anomalias cromossómicas, como as síndromas de Turner, Down e Klinefelter.

A tiroidite de Hashimoto começa muitas vezes com um aumento indolor do tamanho da glândula tiróide ou com uma sensação de plenitude no pescoço. Quando se palpa a glândula, em geral esta encontra-se aumentada, com uma textura gomosa (tipo cauchu), mas não mole, e por vezes tem uma textura granulosa. Quando se descobre a tiroidite, a glândula tiróide está hipofuncionante em aproximadamente 20 % dos doentes; o resto tem um funcionamento normal. Alguns doentes que sofrem de tiroidite de Hashimoto apresentam outras perturbações endócrinas, como diabetes, insuficiência das glândulas supra-renais, hipoparatiroidismo ou outras doenças auto-imunes (anemia perniciosa, artrite reumatóide, síndroma de Sjögren ou lúpus eritematoso sistémico).

Os médicos realizam as provas do funcionamento da tiróide em amostras de sangue para determinar se a glândula funciona normalmente, mas baseiam o diagnóstico de tiroidite de Hashimoto nos sintomas, no exame físico e na presença de anticorpos que atacam a glândula (anticorpos antitiróideos), os quais podem ser medidos com facilidade numa análise de sangue.

Não existe tratamento específico para a tiroidite de Hashimoto. A maior parte dos doentes desenvolve hipotiroidismo e deve ser-lhes prescrito um tratamento de substituição hormonal para toda a vida. A hormona tiróidea também é útil para diminuir a dilatação da glândula tiróide.

Tiroidite granulomatosa subaguda

A tiroidite granulomatosa subaguda (de células gigantes), que provavelmente se deve a um vírus, começa de forma mais brusca que a tiroidite de Hashimoto. A tiroidite granulomatosa subaguda aparece depois de uma infecção viral e começa com o que muitas pessoas chamam uma inflamação da garganta, mas na realidade trata-se de uma dor no pescoço, localizada na tiróide. A glândula tiróide torna-se cada vez mais dolorosa e o paciente, em geral, apresenta uma febre ligeira (37ºC a 38ºC). A dor pode deslocar-se de um lado para o outro do pescoço, espalhar-se à mandíbula e aos ouvidos e tornar-se mais forte quando se vira a cabeça ou no momento da deglutição. A tiroidite granulomatosa subaguda confunde-se no início com um problema dentário ou com uma infecção da garganta ou do ouvido.

A inflamação faz com que a glândula tiróide liberte uma quantidade excessiva de hormona tiróidea e, por conseguinte, apareça hipertiroidismo, quase sempre seguido de um hipotiroidismo transitório. É frequente que as pessoas com tiroidite granulomatosa subaguda se sintam muito cansadas.

A maioria dos doentes recupera por completo deste tipo de tiroidite. O mal diminui de forma espontânea em poucos meses, mas por vezes causa recaídas ou, raramente, provoca uma lesão bastante grave na glândula tiróide para causar um hipotiroidismo permanente.

O ácido acetilsalicílico (aspirina) e outros medicamentos anti-inflamatórios não esteróides (como o ibuprofeno) aliviam a dor e a inflamação. Para os casos muito graves, o médico pode recomendar corticosteróides, como a prednisona, cuja administração será gradualmente suprimida no decurso de 6 a 8 semanas. Quando os corticosteróides são bruscamente interrompidos, os sintomas, com frequência, reaparecem com mais intensidade.

Tiroidite linfocitária silenciosa

Incide com maior frequência nas mulheres, habitualmente logo depois do parto, e faz com que a tiróide aumente de volume sem provocar dor. Num período que oscila de várias semanas a vários meses, a mulher afectada sofrerá de hipertiroidismo, seguido de hipotiroidismo, antes de recuperar finalmente o funcionamento normal da tiróide. Esta afecção não requer um tratamento específico, embora o hipertiroidismo ou o hipotiroidismo possam requerer tratamento durante algumas semanas. Com frequência, um betabloquedor como o propranolol é o único medicamento necessário para controlar os sintomas do hipertiroidismo. Durante o período de hipotiroidismo, pode ser necessário administrar hormona tiróidea, em geral durante alguns meses. O hipotiroidismo torna-se permanente em cerca de 10 % das pessoas que sofrem de tiroidite linfocitária silenciosa.



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