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Cancro da tiróide


Existem quatro tipos principais de cancro da tiróide, a saber, papilar, folicular, anaplástico e medular.

O cancro da tiróide é mais frequente nas pessoas que receberam um tratamento de irradiação na cabeça, no pescoço ou no peito, muito frequentemente por perturbações benignas (embora o tratamento por radiação em casos benignos já não se realize actualmente). Mais que causar o aumento integral da glândula, um cancro produz pequenos crescimentos (nódulos) dentro da tiróide. A maior parte dos nódulos tiróideos não são cancerosos e em geral existem tratamentos eficazes para as formas de cancro da tiróide. O cancro da tiróide tem com frequência uma capacidade limitada para o consumo de iodo e para a produção hormonal, salvo em raras ocasiões em que produz hormona suficiente para causar um hipertiroidismo. Há maior probabilidade de que os nódulos correspondam a um cancro se for encontrado um único nódulo em vez de vários, se não se demonstrar que o nódulo é funcional com uma gamagrafia, se o nódulo for sólido em vez de líquido (cístico), se for duro ou se estiver a crescer com rapidez.

O primeiro sinal de um cancro da tiróide é uma saliência indolor no pescoço. Quando os médicos encontram um nódulo na glândula tiróide, realizam vários exames. Uma exploração da tiróide determina se o nódulo está a funcionar, dado que um nódulo inactivo é mais provavelmente canceroso do que um activo. Uma exploração com ultra-sons (ecografia) é menos útil, mas efectua-se para determinar se o nódulo é sólido ou está cheio de líquido. Colhe-se uma amostra do nódulo por meio de uma agulha de biopsia para o seu exame ao microscópio, já que é o melhor modo para determinar se o nódulo é canceroso.

Cancro papilar

O cancro papilar representa 60 % a 70 % do total das formas de cancro da tiróide. As mulheres contraem o cancro papilar duas ou três vezes mais do que os homens; contudo, dado que os nódulos são mais comuns nas mulheres, um nódulo num homem implica sempre mais suspeitas de cancro. O cancro papilar é mais frequente nas pessoas jovens, mas cresce e estende-se mais rapidamente nos idosos. Os pacientes que receberam no pescoço um tratamento de radioterapia, em geral por uma afecção benigna na infância ou por algum outro cancro na idade adulta, correm um grande risco de desenvolver um cancro papilar.

A cirurgia é o tratamento que se aplica ao cancro papilar, que por vezes se estende aos gânglios linfáticos próximos. Os nódulos mais pequenos de 2 cm de diâmetro extraem-se juntamente com o tecido tiróideo circundante, embora alguns especialistas recomendem a extracção da glândula inteira. A cirurgia é quase sempre eficaz nestas formas de cancro diminuto.

Dado que a hormona estimulante da tiróide actua sobre o cancro papilar, administra-se hormona tiróidea em doses bastante grandes para suprimir a secreção da hormona estimulante e prevenir uma recaída. Se um nódulo for maior, extrai-se a maior parte ou toda a glândula tiróide e administra-se iodo radioactivo, com a esperança de que qualquer tecido tiróideo ou cancro remanescente que se tivesse difundido para fora da tiróide seja absorvido e destruído. Em alguns casos, é necessária outra dose de iodo radioactivo para assegurar que o cancro foi completamente eliminado. O cancro papilar quase sempre tem cura.

Cancro folicular

O cancro folicular é o responsável por cerca de 15 % de todas as formas de cancro da tiróide e é mais frequente nos idosos. O cancro folicular também é mais frequente nas mulheres do que nos homens, mas, como o cancro papilar, um nódulo num homem tem maior probabilidade de ser canceroso. Muito mais maligno do que o cancro papilar, o folicular tende a propagar-se através da corrente sanguínea, difundindo células cancerosas por várias partes do corpo (metástases).

O tratamento do cancro folicular exige a extracção cirúrgica de praticamente toda a glândula tiróide e a destruição com iodo radioactivo de qualquer tecido tiróideo remanescente, incluindo as metástases.

Cancro anaplástico

O cancro anaplástico representa menos de 10 % das formas de cancro da tiróide e incide em geral em mulheres idosas. Este cancro cresce muito rapidamente, causando um grande tumor no pescoço. Cerca de 80 % dos pacientes com este tipo de cancro morre durante o primeiro ano. O tratamento com iodo radioactivo é inútil porque o cancro anaplástico não o absorve. Contudo, o tratamento com medicamentos anticancerígenos e radioterapia antes e depois da cirurgia dá alguns bons resultados.

Cancro medular

No cancro medular, a glândula tiróide produz quantidades excessivas de calcitonina, uma hormona segregada por certas células tiróideas. Dado que também pode produzir outras hormonas, pode causar sintomas inabituais. Além disso, tem tendência a difundir-se (metástases) pelo sistema linfático até aos gânglios linfáticos e, através do sangue, ao fígado, pulmões e ossos. Este cancro desenvolve-se juntamente com outros tipos de cancro endócrino no que constitui a denominada síndroma da neoplasia endócrina múltipla. (Ver secção 13, capítulo 149)

O tratamento exige a extirpação completa da glândula tiróide. Pode ser necessária cirurgia adicional se o cancro se tiver difundido pelos gânglios linfáticos. Mais de dois terços dos pacientes com um cancro medular da tiróide que faz parte da síndroma da neoplasia endócrina múltipla vivem, no mínimo, cerca de 10 anos mais a partir do diagnóstico. Quando o cancro medular da tiróide se manifesta de forma isolada, as possibilidades de sobrevivência não são tão boas.

Dado que o cancro medular da tiróide tem em certas ocasiões uma incidência familiar, devem-se examinar os familiares de um doente com este tipo de cancro, procurando uma anomalia genética que seja facilmente detectável nos glóbulos vermelhos. Se o resultado do exame for negativo, é quase certo que o doente não desenvolverá cancro medular.

Se o resultado do exame for positivo, então já tem ou irá desenvolver este cancro e a cirurgia da tiróide deve considerar-se inclusive antes da manifestação dos sintomas e do aumento dos valores de calcitonina no sangue. Um valor elevado de calcitonina ou um aumento excessivo da sua concentração depois de uma prova de estimulação é útil para determinar ou prever o desenvolvimento de cancro medular. Um valor muito elevado exige a extirpação da glândula tiróide, dado que um tratamento precoce tem mais possibilidades de ter sucesso na cura.



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