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Análise de sangue


Os médicos usam diferentes análises de sangue para diagnosticar e controlar as doenças. Algumas dessas análises determinam os componentes e a função do próprio sangue; outras determinam substâncias que se encontram dissolvidas no sangue para saber como estão a funcionar outros órgãos.

A análise de sangue que mais frequentemente se realiza é a contagem completa dos glóbulos, ou seja, uma avaliação básica dos diferentes componentes celulares do sangue.

As máquinas automatizadas realizam esta análise com uma pequena gota de sangue em menos de um minuto. Além de determinar o número de células sanguíneas e de plaquetas, a percentagem de cada tipo de glóbulos brancos e a quantidade de hemoglobina, a contagem completa das células sanguíneas habitualmente avalia o tamanho e a forma dos glóbulos vermelhos.

Os glóbulos vermelhos anormais podem fragmentar-se ou adoptar forma de lágrima, de meia- -lua ou de agulha. O conhecimento de uma forma ou de um tamanho anormal e específico pode ajudar o médico a diagnosticar uma doença.

Por exemplo, as células em forma de foice são características da drepanocitose, os glóbulos vermelhos pequenos podem assinalar uma fase precoce de uma falta de ferro e os glóbulos vermelhos ovalados e grandes sugerem um défice de ácido fólico ou de vitamina B12 (anemia perniciosa).

Outras análises oferecem informação adicional sobre as células sanguíneas. A contagem de reticulócitos é o número de glóbulos vermelhos (reticulócitos) recém-formados (jovens) num determinado volume de sangue.

Os reticulócitos normalmente constituem 1 % do total dos glóbulos vermelhos. Quando o corpo precisa de mais glóbulos vermelhos, como acontece na anemia, a medula óssea responde normalmente produzindo mais reticulócitos. Assim, a contagem de reticulócitos é uma medida da função da medula óssea. Os exames para determinar a fragilidade dos glóbulos vermelhos e as características da sua membrana também ajudam o médico a avaliar as causas de uma anemia.

Os glóbulos brancos podem contabilizar-se no seu número total (contagem de glóbulos brancos). Quando é preciso informação mais pormenorizada, o médico solicita a contagem dos tipos específicos dos glóbulos brancos (contagem diferencial dos glóbulos brancos). (Ver secção 14, capítulo 156) As plaquetas também podem contar-se de forma separada.

Uma das análises mais frequentes que se fazem no plasma é a análise dos electrólitos. Os electrólitos são o sódio, o cloreto, o potássio e o bicarbonato, assim como substâncias quantificadas com menor frequência, como o cálcio, o magnésio e o fosfato. Outros exames quantificam as proteínas (habitualmente albumina), o açúcar (glicose) e os produtos tóxicos que os rins costumam eliminar (creatinina e azoto ureico sanguíneo).

Extracção de uma amostra de medula óssea

As amostras da medula óssea geralmente obtêm-se do osso da anca (crista ilíaca). A pessoa deita-se de lado, dando as costas ao médico e flectindo o joelho da perna que está por cima da outra. Depois de anestesiar a pele e o tecido que se encontra sobre o osso, o médico insere a agulha no osso e absorve a medula.

A maioria dos outros exames do sangue contribui para controlar a função de outros órgãos, já que o sangue transporta muitíssimas substâncias essenciais para o funcionamento do organismo. Além disso, a análise de sangue é relativamente fácil.

Por exemplo, a função tiróidea pode ser avaliada com maior facilidade medindo o valor das hormonas tiróideas no sangue do que examinando directamente uma amostra de tiróide. Da mesma maneira, quantificar no sangue os enzimas e as proteínas do fígado é mais fácil do que examinar uma amostra deste último.



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