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Precauções e reacções


Para minimizar os riscos de uma reacção durante a transfusão, os responsáveis de saúde tomam várias precauções. Depois de verificarem duas vezes que o sangue que vão utilizar é compatível com o do receptor, administram-no lentamente, em geral durante duas horas ou mais para cada unidade de sangue. Como a maioria das reacções adversas se produz durante os primeiros 15 minutos da transfusão, no princípio o receptor é observado cuidadosamente. Depois disto, uma enfermeira pode inspeccionar o receptor todos os 30 ou 45 minutos e, se apresentar uma reacção adversa, pára-se a transfusão.

A maioria das transfusões são seguras e alcançam o seu objectivo; contudo, de vez em quando produzem-se reacções ligeiras e raramente reacções graves e fatais. As reacções mais frequentes são febre e alergias (hipersensibilidade), que ocorrem em 1 % a 2 % das transfusões. Os sintomas incluem prurido, erupções, inflamação, vertigens, febre e dor de cabeça. Com menos frequência aparecem dificuldades respiratórias, arquejos e espasmos musculares. Não é frequente que uma reacção alérgica seja suficientemente grave para ser perigosa. Existem tratamentos que permitem praticar transfusões a pessoas que previamente sofriam de reacções alérgicas.

Apesar de se verificar cuidadosamente a compatibilidade do sangue, ainda existem incompatibilidades que ocasionam a destruição dos glóbulos vermelhos administrados pouco depois da transfusão (reacção hemolítica). Habitualmente, esta reacção começa com uma sensação de incomodidade geral ou de ansiedade durante a transfusão ou imediatamente depois da mesma. Por vezes aparecem dificuldades respiratórias, pressão torácica, rubor e dor aguda nas costas. Muito raramente, as reacções tornam-se mais graves ou mortais. O médico pode averiguar se uma reacção hemolítica está a destruir os glóbulos vermelhos verificando se a hemoglobina libertada por estas células está presente no sangue e na urina do paciente.

Os receptores de transfusões podem sofrer uma sobrecarga de líquido. Os que sofrem de doenças cardíacas são muito vulneráveis, de maneira que as transfusões se realizam mais lentamente e sob um controlo mais rigoroso.

A doença do enxerto contra o receptor é uma complicação não usual que afecta as pessoas cujo sistema imunitário se encontra lesado principalmente por drogas ou doenças. Nesta doença, os tecidos do receptor (hospedeiro) são atacados pelos glóbulos brancos do dador (enxerto). Os sintomas incluem febre, pressão arterial baixa, erupções, destruição de tecido e choque.



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