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Anemia por deficiência de ferro


O organismo recicla o ferro: quando os glóbulos vermelhos morrem, o ferro presente neles volta à medula óssea para ser reutilizado na formação de novos glóbulos vermelhos. O corpo perde importantes quantidades de ferro quando se perdem grandes quantidades de glóbulos vermelhos durante uma hemorragia. O défice de ferro é uma das causas mais frequentes de anemia. Nos adultos, este défice deve-se essencialmente à hemorragia, enquanto nos bebés e crianças, que precisam de mais ferro por estarem em idade de crescimento, a causa principal deste défice é uma dieta pobre em ferro. Nas mulheres durante a pós-menopausa e nos homens, o défice de ferro indica habitualmente uma perda de sangue pelo aparelho gastrointestinal. A hemorragia menstrual pode causar défice de ferro em mulheres durante o período pré-menopáusico. Habitualmente o ferro contido numa dieta considerada normal não pode compensar a perda do mesmo por uma hemorragia crónica, já que o corpo tem uma reserva muito pequena de ferro. Por conseguinte, o ferro perdido deve ser reconstituído com suplementos.

As mulheres grávidas tomam suplementos de ferro porque o feto em desenvolvimento consome grandes quantidades deste elemento.

Nos países desenvolvidos, a dieta média contém aproximadamente 6 mg de ferro por cada 1000 calorias de alimento, pelo que a pessoa consome uma média de 10 mg a 12 mg de ferro por dia. Muitos alimentos contêm ferro, mas a carne é a sua melhor fonte. As fibras vegetais, os fosfatos, o farelo e os antiácidos diminuem a absorção do ferro ao uniram-se a este. A vitamina C (ácido ascórbico) pode aumentar a absorção do ferro. O corpo absorve de 1 mg a 2 mg de ferro diariamente por meio dos alimentos, que é praticamente igual à quantidade que o corpo perde normalmente todos os dias.

Sintomas

A anemia pode chegar a causar fadiga, falta de ar, incapacidade para fazer exercício e outros sintomas. O défice de ferro pode produzir os seus próprios sintomas, como a malacia (apetência por elementos não alimentícios como gelo, terra ou amido puro), a inflamação da língua (glossite) e cortes nas comissuras da boca (queilose) e nas unhas, que se deformam, adoptando uma forma semelhante a colheres (coiloníquia).

Diagnóstico

Para diagnosticar uma anemia efectuam-se análises de sangue e também provas para detectar o défice de ferro. No sangue, determinam-se os valores do ferro e da transferrina (proteína que transporta o ferro quando ele não se encontra nos glóbulos vermelhos) e comparam-se entre si. Se menos de 10 % da transferrina se encontrar saturada com ferro, é provável que exista um défice de ferro.

Contudo, a análise mais sensível para detectar o défice deste é a avaliação da quantidade de ferritina (proteína que armazena o ferro). Um valor baixo da ferritina indica um défice de ferro; contudo, por vezes detecta-se um défice de ferro apesar de os valores de ferritina serem normais, porque estes podem aumentar artificialmente devido a uma lesão do fígado, uma inflamação, uma infecção ou um cancro.

Em alguns casos, são precisas análises mais sofisticadas para se chegar ao diagnóstico. A análise mais específica é um exame das células da medula óssea no qual se examina ao microscópio uma amostra destas células para determinar o seu conteúdo em ferro. (Ver secção 14, capítulo 152)

Tratamento

Sendo a hemorragia excessiva a causa mais frequente do défice de ferro, o primeiro passo é localizar a sua origem e deter a hemorragia. Os medicamentos ou a cirurgia podem ser necessários para controlar a hemorragia menstrual excessiva, para tratar uma úlcera sangrante, para ressecar um pólipo do cólon ou para tratar uma hemorragia renal.

Habitualmente, o tratamento inclui a reposição do ferro perdido. A maioria dos comprimidos de ferro contém sulfato ferroso, gluconato férrico ou um polissacárido. Esses comprimidos são melhor absorvidos quando se ingerem 30 minutos antes das refeições.

Em geral, um comprimido de ferro por dia é suficiente, mas por vezes são precisos dois. Sendo limitada a capacidade do intestino para absorver ferro, é um desperdício dar doses maiores, que, além disso, podem causar indigestão e prisão de ventre. O ferro quase sempre escurece as fezes (um efeito secundário normal e não prejudicial).

A correcção da anemia por défice de ferro com suplementos deste metal demora entre 3 e 6 semanas, mesmo depois de a hemorragia ter cessado. Depois de corrigida a anemia, o indivíduo deve continuar a tomar suplementos de ferro durante 6 meses para repor as reservas do corpo. Efectuam-se análises de sangue de forma periódica para garantir que o suplemento de ferro ingerido é suficiente e que a perda de sangue foi estancada.

Como se desenvolve a anemia por deficiência de ferro

A anemia por carência de ferro normalmente manifesta-se de forma gradual, por etapas. Os sintomas aparecem nas fases mais avançadas.

Fase 1
A perda de ferro excede o ingerido, desgastando as reservas de ferro, em particular as da medula óssea. Os valores de ferritina do sangue (proteína que armazena ferro) diminuem de forma progressiva.

Fase 2
Como as reservas de ferro esgotadas não cumprem com as necessidades dos glóbulos vermelhos em desenvolvimento, produzem-se menos glóbulos vermelhos.

Fase 3
A anemia começa a desenvolver-se. No princípio desta fase, os glóbulos vermelhos parecem normais, mas o seu número é menor. Diminuem os valores de hemoglobina e de hematócrito.

Fase 4
A medula óssea tenta compensar a falta de ferro acelerando a divisão celular e produzindo glóbulos vermelhos muito pequenos (microcíticos), típicos da anemia por défice de ferro.

Fase 5
À medida que a deficiência de ferro e a anemia se intensificam, podem aparecer sintomas de défice de ferro e pioram os da anemia.

O ferro por via injectável emprega-se pouco e usa-se nas pessoas que não toleram os comprimidos ou/e nas que continuam a sangrar muito. Independentemente da forma de administração do ferro, quer seja em comprimidos, quer em injecções, o tempo para recuperação da anemia é o mesmo.



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