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Linfocitopenia


A linfocitopenia é uma quantidade anormalmente baixa de linfócitos (menos de 1500 células por microlitro de sangue no adulto ou menos de 3000 células por microlitro na criança).

Normalmente, os linfócitos constituem de 15 % a 40 % dos glóbulos brancos que se encontram no sangue. Os linfócitos constituem a base do sistema imunitário, protegem o organismo da infecção viral, ajudam outras células a proteger o corpo de infecções bacterianas e fúngicas, convertem-se em células que produzem anticorpos (células plasmáticas), lutam contra o cancro e facilitam a coordenação das actividades de outras células do sistema imunitário. (Ver secção 16, capítulo 167)

Diversas doenças e perturbações podem causar linfocitopenia. A quantidade de linfócitos pode diminuir durante um breve período por causa de um stress agudo e devido a tratamentos que incluam corticosteróides, como a prednisona, à quimioterapia para o cancro e à radioterapia.

Os indivíduos com valores baixos de linfócitos T habitualmente apresentam linfocitopenia mais acentuada e com efeitos mais graves do que os que apresentem quantidades baixas de linfócitos B, embora, de qualquer modo, qualquer deficiência possa ser mortal.

Sintomas e diagnóstico

Como os linfócitos constituem uma proporção relativamente pequena de glóbulos brancos, uma redução no seu número não conduz a uma diminuição significativa do número total de glóbulos brancos. A própria linfocitopenia pode ser assintomática e habitualmente detecta-se numa análise de sangue completa realizada para diagnosticar outras doenças. A redução drástica de linfócitos origina uma tendência para o desenvolvimento de infecções causadas por vírus, fungos e parasitas.

Com a tecnologia actual dos laboratórios, é possível detectar as mudanças quantitativas de tipos específicos de linfócitos. Por exemplo, as diminuições de linfócitos T (conhecidos como células T4) constituem um parâmetro de medição da progressão da SIDA.

Tratamento

O tratamento depende principalmente da causa. A linfocitopenia pelo uso de medicamentos costuma normalizar-se poucos dias após a interrupção do mesmo. Quando a causa é a SIDA, pode-se aumentar, até certo ponto, o número de linfócitos com certos medicamentos como o AZT (zidovudina), o ddI (didanosina) e outros de desenvolvimento mais recente, que podem aumentar a quantidade de células T colaboradoras.

Quando a linfocitopenia é produto do défice de linfócitos B, a concentração de anticorpos no sangue pode descer até valores anormais. Nestes casos, a gamaglobulina (substância rica em anticorpos) contribui para prevenir as infecções. Caso se manifeste uma infecção, administram-se antibióticos específicos, antifúngicos ou antivirais para atacar a infecção.




Linfócitos: células destruidoras

Os dois tipos principais de linfócitos são os linfócitos B, também chamados células B, e os linfócitos T, também chamados células T. As células B têm origem e amadurecem na medula óssea, enquanto as células T têm origem na medula óssea mas amadurecem no timo. As células B transformam-se em células plasmáticas, que produzem anticorpos. Os anticorpos ajudam o corpo a destruir células anormais e organismos infecciosos, como bactérias, vírus e fungos. As células T
dividem-se em três grupos, a saber:

  • Células T assassinas (killer cells), que reconhecem e destroem as células anormais ou infectadas.
  • Células T colaboradoras, que ajudam outras células a destruir organismos infecciosos.
  • Células T supressoras, que suprimem a actividade de outros linfócitos para que estes não destruam o tecido normal.

Doenças que causam linfocitopenia

Cancro (leucemias, linfomas, doença de Hodgkin).
Artrite reumatóide.
Lúpus eritematoso sistémico.
Infecções crónicas.
Perturbações hereditárias raras (certas agamaglobulinemias, síndroma de DiGeorge, síndroma de Wiskott-Aldrich, síndroma de imunodeficiência combinada grave e ataxia-telangiectasia).
Síndroma de imunodeficiência adquirida (SIDA).
Algumas infecções virais.



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