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Trombocitemia


A trombocitemia é uma perturbação na qual se produz um excesso de plaquetas, originando uma coagulação anormal.

As plaquetas, também chamadas trombócitos, normalmente são produzidas na medula óssea por umas células chamadas megacariócitos. Na trombocitemia, os megacariócitos tornam-se anormais e produzem demasiadas plaquetas.

Esta perturbação afecta habitualmente as pessoas com mais de 50 anos. Quando a causa é desconhecida, chama-se trombocitemia primária, e secundária quando a sua causa é outra doença, como uma hemorragia, a extracção do baço, as infecções, a artrite reumatóide, certos cancros ou a sarcoidose.

Sintomas

O excesso de plaquetas, essenciais para a coagulação do sangue, pode fazer com que se formem coágulos espontaneamente, obstruindo o fluxo de sangue nos vasos.

Os sintomas são comichão e outras sensações anormais nas mãos e pés, frio nas polpas dos dedos, dores de cabeça, fraqueza e vertigem. A perda de sangue, em geral ligeira, costuma consistir em hemorragias nasais, facilidade para os hematomas, problemas de gengivas ou hemorragias gastrointestinais. O baço e o fígado podem aumentar de tamanho.

Diagnóstico

Os sintomas fazem pensar no diagnóstico de trombocitemia e as análises de sangue confirmam-no. A contagem de plaquetas é superior a 500 000 por microlitro de sangue (quase o dobro do normal) e muitas vezes ultrapassa 1 000 000 por microlitro. Na análise ao microscópio, a amostra de sangue apresenta plaquetas anormalmente grandes, grupos de plaquetas anormais e fragmentos de megacariócitos.

Para distinguir entre a trombocitemia primária e a secundária, o médico procura sinais de outras doenças que poderiam aumentar a quantidade de plaquetas. Por vezes uma biopsia da medula óssea (extracção de uma amostra para ser analisada ao microscópio) pode ser útil.

Tratamento

Se outra doença for responsável pelo aumento de plaquetas (trombocitemia secundária), o tratamento deve ser dirigido para essa doença. Se este for eficaz, a quantidade de plaquetas costuma voltar ao normal.

Se não se detecta uma causa que justifique o aumento de plaquetas (trombocitemia primária), prescreve-se um medicamento que diminua a produção de plaquetas. Habitualmente, o tratamento começa quando os valores das plaquetas ultrapassam mesmo as 750 000 por microlitro de sangue ou quando se apresentam hemorragias ou perturbações da coagulação. Continua-se com o medicamento até que a quantidade de plaquetas seja inferior a 600 000 por microlitro. Em geral, utiliza-se a hidroxiureia, um medicamento antineoplásico, apesar de ocasionalmente se poder administrar um anticoagulante. Como a hidroxiureia também pode atrasar a produção de glóbulos brancos e vermelhos, devem-se regular as doses para manter valores adequados destas células. A aspirina em doses reduzidas, que faz com que as plaquetas adiram menos e se evite a formação do coágulo, pode atrasar a necessidade destes medicamentos.

Se o tratamento com medicamentos não atrasa a produção de plaquetas a tempo, deverá recorrer-se à plaquetaférese. Por meio deste procedimento, extrai-se sangue, separam-se as plaquetas e devolve-se ao indivíduo o sangue sem as plaquetas. Este procedimento habitualmente combina-se com o uso de medicamentos.



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