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Detecção precoce do cancro


Os exames de detecção precoce do cancro servem para detectar a possibilidade da presença de um cancro. Podem contribuir para reduzir o número de falecimentos por essa causa. Quando se detecta um cancro nas suas primeiras fases, habitualmente pode-se tratá-lo antes que se dissemine. Os exames de detecção precoce geralmente não são definitivos; os resultados são verificados ou refutados com exames e provas ulteriores.

Embora os exames de detecção precoce possam ajudar a salvar vidas, também podem ser muito caros e, por vezes, ter repercussões de ordem física ou psicológica. Em geral, os exames de detecção precoce produzem um número relativamente alto de resultados falsos positivos (resultados que sugerem que um cancro está presente quando na realidade não está). Também podem surgir resultados falsos negativos (resultados que não mostram indícios de um cancro que se encontra verdadeiramente presente).

Os resultados falsos positivos podem criar um stress psicológico e podem conduzir à realização de outros exames, caros e com riscos. Os resultados falsos negativos podem tranquilizar as pessoas, mas é uma falsa segurança. Por estas razões, os médicos pensam cuidadosamente antes de decidir se devem ser realizados ou não esses exames.

Dois dos exames de detecção precoce mais amplamente utilizados nas mulheres são o teste de Papanicolau (Pap), que detecta o cancro do colo do útero, e a mamografia, que detecta o cancro da mama. Ambos deram resultados satisfatórios na redução das percentagens de morte por estes cancros.

A determinação da quantidade do antigénio específico prostático no sangue é um exame de detecção precoce frequente nos homens. As quantidades deste antigénio são altas em indivíduos com cancro da próstata, mas a sua presença também é elevada em quem apresenta um aumento do tamanho da próstata de causa benigna. Fica ainda por resolver se o antigénio específico prostático pode ou não ser empregue para a detecção do cancro da próstata.

As desvantagens do seu uso como prova de detecção precoce são o elevado custo e os possíveis resultados falsos positivos.

Outro exame de detecção precoce frequente é a procura de sangue oculto nas fezes. O sangue oculto não pode ser observado à vista desarmada; a amostra de fezes tem de ser analisada. A descoberta de sangue oculto nas dejecções é um indício de que algo está mal no cólon.

O problema pode ser um cancro, embora muitas outras perturbações possam também fazer com que sepercam pequenas quantidades de sangue com as dejecções.

Alguns exames de detecção precoce podem ser realizados em casa. Por exemplo, nas mulheres, o auto-exame mensal dos seios é extremamente valioso para ajudar a detectar o cancro da mama. O exame periódico dos testículos pode ajudar o homem a detectar um cancro testicular, uma das formas de cancro mais curáveis quando é diagnosticada a tempo.

O controlo periódico da boca à procura de úlceras pode contribuir para detectar o cancro da boca na sua fase inicial.




Recomendações para a detecção precoce do cancro
Procedimento Frequência
Cancro do pulmão
Radiografias do tórax. Citologia da expectoração. Não recomendado como prova sistemática.
Cancro rectal e do cólon
Exame das fezes para detectar sangue oculto. Anualmente depois dos 50 anos.
Toque rectal. Anualmente depois dos 40 anos.
Sigmoidoscopia. Todos os 3 a 5 anos depois dos 50 anos.
Cancro da próstata
Toque rectal e análise de sangue para determinar o antigénio específico protástico. Anualmente depois dos 50 anos.
Cancros do colo uterino, ovários e útero
Exame da pelve. Cada 1 a 3 anos entre os 18 e os 40 anos; depois anualmente.
Cancro do colo
Teste de Papanicolau (Pap). Anualmente entre os 18 e os 65 anos. Depois de 3 ou mais exames normais consecutivos, o teste de Pap pode realizar-se menos amiúde, segundo critério do médico. A maioria das mulheres com mais de 65 anos precisa menos frequentemente de um teste de Pap.
Cancro da mama
Auto-exame dos seios. Mensalmente depois dos 18 anos.
Exame clínico das mamas. Cada 3 anos entre os 18 anos e os 40, depois anualmente.
Mamografia. Exame de referência inicial entre os 35 e os 40 anos; cada 1 a 2 anos desde os 40 anos aos 49, e anualmente depois dos 50 anos.


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