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Urticária


A urticária é uma reacção da pele caracterizada pela presença de pequenas elevações de cor clara ou então avermelhadas (pápulas).

Existe uma afecção chamada angioedema que está relacionada com a urticária e que por vezes coexiste com esta; afecta zonas muito maiores e tecidos mais profundos debaixo da pele. A urticária e o angioedema são reacções de tipo anafiláctico que se limitam à pele e aos tecidos subjacentes. Podem ser desencadeados por alergénios ou outros agentes, ou então não ter causa conhecida. Os alergénios mais frequentes são os medicamentos, as picadas de insectos, as injecções contra a alergia e certos alimentos, em particular ovos, mariscos, nozes e frutas. Por vezes a urticária surge subitamente pouco depois de a pessoa ingerir uma quantidade ínfima de um determinado alimento. Noutros casos a urticária aparece apenas depois de se comer grandes quantidades de um alimento em particular (por exemplo, morangos). Em certas situações, a urticária pode aparecer após infecções virais, como a hepatite, a mononucleose infecciosa e a rubéola.

A urticária que reaparece ao longo de semanas ou meses costuma ser difícil de explicar; é possível que nunca se encontre uma causa específica. É muito raro que a causa seja uma alergia, embora o uso prolongado e indiscriminado de um aditivo alimentar, um medicamento ou outro produto químico possa ser o factor responsável. Como exemplo figuram os conservantes, os corantes e outros aditivos alimentares; os vestígios ínfimos de penicilina no leite (utilizada por lavradores para tratar as infecções das vacas) e alguns medicamentos de venda livre. Muito raramente se vê a urticária associada a uma doença crónica concomitante (lupus eritematoso sistémico, policitemia vera, linfoma, hipertiroidismo ou uma infecção). Apesar de habitualmente se suspeitar de certos factores psicológicos, raramente eles são identificados.

Determinados fármacos, como a aspirina, podem agravar os sintomas. Uma pessoa com urticária causada pela aspirina pode reagir de forma semelhante face a outros medicamentos anti-inflamatórios não esteróides, como o ibuprofeno, ou então perante a tetraciclina, um corante amarelo utilizado para dar cor a alguns alimentos e medicamentos. O angioedema que recidiva e que não é acompanhado de sinais de urticária comum pode ser uma perturbação denominada angioedema hereditário. (Ver secção 16, capítulo 169)

Sintomas e diagnóstico

O ardor é geralmente o primeiro sintoma da urticária, rapidamente seguido de pápulas (áreas da pele ligeiramente levantadas, lisas, de cor mais avermelhada ou clara do que a pele que as rodeia, e que costumam ter um tamanho reduzido, menos de 1,5 cm de diâmetro). Quando as pápulas são maiores (até 20 cm de diâmetro), as zonas centrais costumam ter uma cor mais clara e formar anéis. Geralmente os surtos de urticária aparecem e desaparecem; uma pápula pode durar várias horas, para em seguida desaparecer e voltar a surgir noutro sector.

No caso do angioedema, a inflamação costuma cobrir áreas de maior superfície e estender-se por baixo da pele. Pode afectar uma parte ou a totalidade das mãos, os pés, as pálpebras, os lábios ou os órgãos genitais, ou mesmo a mucosa da boca, da garganta e das vias respiratórias, o que dificulta a respiração.

Quando a urticária aparece de repente e desaparece rapidamente sem regressar, em regra não é necessária uma consulta médica, porque raramente se descobre uma causa diferente da que parece óbvia desde o princípio. Porém, quando o angioedema ou a urticária recidivam sem explicação, então é aconselhável consultar um médico.

Tratamento

A urticária que aparece repentinamente em regra desaparece sem tratamento no decurso de dias ou, por vezes, de minutos. Se a causa não for evidente, a pessoa afectada deverá deixar de tomar todos os medicamentos não essenciais até que a dita reacção se desvaneça. Tomar anti-histamínicos, como a difenhidramina, a clorfeniramina ou a hidroxizina, alivia parcialmente o ardor e reduz a inflamação. Tomar prednisona, um corticosteróide, durante vários dias pode reduzir uma inflamação e um ardor muito intensos.

Se o indivíduo sofre um colapso ou tem dificuldade em engolir ou respirar, deve receber tratamento urgente. Aplica-se uma injecção de adrenalina juntamente com um anti-histamínico o mais rapidamente possível. O ideal é continuar o tratamento no serviço de urgência de um hospital, onde será possível controlá-lo cuidadosamente e adaptá-lo de acordo com as necessidades.

A urticária crónica também pode ser atenuada com anti-histamínicos. O antidepressivo doxepina mostra-se eficaz em alguns adultos. Dado que o uso de corticosteróides durante mais de 3 a 4 semanas causa vários efeitos prejudiciais, só se receitam no caso de sintomas graves e quando todos os restantes tratamentos tenham falhado, e deverão administrar-se durante o menor tempo possível. Em aproximadamente metade dos casos, a urticária crónica desaparece em dois anos. Controlar o stress costuma ajudar a reduzir a frequência e a gravidade dos ataques.



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