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Supressão do sistema imunitário


Mesmo que os antigénios HLA sejam compatíveis, os órgãos transplantados costumam ser rejeitados, a menos que se controle rigidamente o sistema imunitário do receptor. A rejeição, quando se verifica, costuma começar pouco depois da transplantação, mas pode manifestar-se semanas ou mesmo meses mais tarde. A rejeição pode ser ligeira e ser facilmente suprimida, ou então pode ser grave e progredir apesar do tratamento. A rejeição não só pode destruir o tecido ou órgão transplantado, como pode também provocar febre, calafrios, náuseas, fadiga e ainda alterações súbitas da tensão arterial.

A descoberta de que certos fármacos podem travar (inibir, suprimir) o sistema imunitário aumentou em grande medida o índice de sucesso dos transplantes. Contudo, os medicamentos imunossupressores comportam certos riscos. Ao mesmo tempo que travam a reacção do sistema imunitário face ao órgão transplantado, também evitam que este combata as infecções e destrua outras substâncias estranhas.

A inibição intensiva do sistema imunitário só costuma ser necessária durante as primeiras semanas após um transplante ou quando o órgão transplantado parece estar a sofrer uma rejeição. Depois disso administram-se doses menores de fármacos, que devem ser tomados de forma indefinida e que geralmente suprimem suficientemente o sistema imunitário para assim controlar a rejeição.

Muitos tipos de fármacos podem actuar como imunossupressores. Utilizam-se com frequência corticosteróides como a prednisona. Podem ser administrados por via endovenosa, de início, para depois se prosseguir por via oral após a cirurgia. A azatioprina tem sido, durante muito tempo, a base do tratamento imunossupressor, mas outros fármacos, incluindo o tacrolimus e, muito recentemente, o micofenolato de mofetil, foram aprovados para essa finalidade. A ciclosporina é outro imunossupressor frequentemente utilizado. Outros incluem a ciclofosfamida, utilizada principalmente no transplante de medula óssea, a globulina antilinfócito e a globulina antitimocito, e os anticorpos monoclonais contra os linfócitos T.



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