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Transplante de rim


Para as pessoas cujos rins deixaram de funcionar, o transplante é uma alternativa à diálise que lhes pode salvar a vida e que além disso tem sido efectuado com êxito em pessoas de todas as idades. Cerca de 90 % dos rins provenientes de dadores vivos funciona bem um ano depois de terem sido transplantados. Durante cada um dos anos seguintes, de 3 % a 5 % desses rins entra em falência. Nos casos em que são transplantados rins de um indivíduo acabado de morrer, os resultados são igualmente bons: entre 85 % a 90 % funciona bem após 1 ano, e entre 5 % a 8 % deles falha durante cada ano subsequente. Os rins transplantados funcionam, por vezes, mais de 30 anos. As pessoas com rins transplantados fazem habitualmente uma vida normal e activa.

O transplante é uma grande cirurgia porque o rim doado deve ser ligado aos vasos sanguíneos e às vias urinárias do receptor. Mais de dois terços de todos os rins são transplantados depois da morte do dador, geralmente um indivíduo saudável que morreu por acidente. Os rins são extirpados, arrefecidos e transportados rapidamente para um centro médico onde sejam transplantados para uma pessoa que tenha um tipo de tecido compatível e cujo soro sanguíneo não contenha anticorpos contra o referido tecido renal.

Apesar do uso de medicamentos supressores do sistema imunitário, costumam verificar-se um ou mais episódios de rejeição pouco depois da intervenção cirúrgica. A rejeição pode implicar retenção de líquidos e, como consequência, aumento de peso, febre, dor e inflamação na zona em que tiver sido implantado o rim. As análises de sangue podem mostrar que o funcionamento renal se está a deteriorar. Se os médicos não tiverem a certeza de que se está a verificar uma rejeição, podem efectuar uma biópsia por punção (colher um pequeno fragmento de tecido renal com uma agulha e observá-lo ao microscópio).

Transplante renal

O rim transplantado encontra-se na pelve. Anastomose com a artéria ilíaca, a veia ilíaca e a bexiga. Observem-se os rins pequenos, típicos da insuficiência renal crónica

A rejeição pode habitualmente ser contrariada aumentando a dose ou o número de fármacos imunodepressores. Se se tornar impossível inverter a rejeição, a transplantação fracassa. O rim rejeitado pode permanecer implantado, a menos que persista a febre, que a zona na qual foi feito o transplante continue dolorosa, que surja sangue na urina ou que a tensão arterial não baixe. Quando a transplantação fracassa, é necessário voltar a iniciar a diálise. Em geral pode fazer-se uma segunda tentativa com outro rim, logo que o doente tenha recuperado do primeiro; as probabilidades de sucesso são quase tão elevadas como no primeiro transplante.

Transplante hepático

Observem-se as suturas a nível da veia cava acima do fígado e da veia porta.

A maioria dos episódios de rejeição e de outras complicações ocorrem num prazo de 3 a 4 meses depois do transplante. Após isso, a menos que os fármacos imunossupressores causem efeitos adversos ou então que se verifique uma grave infecção, o receptor continuará a tomar aqueles fármacos porque se deixar de o fazer, mesmo durante um breve período de tempo, poderá permitir que o corpo rejeite o novo rim. É raro que uma rejeição se verifique depois de várias semanas ou meses. Se assim suceder, a tensão arterial do receptor pode subir, o funcionamento renal deteriora-se e o transplante vai falhando lentamente.

A incidência de cancros nos pacientes para quem se transplantou um rim é de 10 a 15 vezes mais elevada do que nas restantes pessoas. O risco de se desenvolver um cancro do sistema linfático é cerca de 30 vezes maior do que o normal, provavelmente porque o sistema imunitário está inibido. (Ver secção 15, capítulo 163)



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