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Transplante de outros órgãos


As pessoas que sofreram queimaduras extensas ou outras perdas maciças de pele podem receber enxertos de pele. O enxerto de pele resulta melhor se se retira pele sã de uma parte do corpo e se a enxerta noutra zona. Quando não for possível efectuar esse enxerto, a pele de um dador, ou mesmo de animais (como os porcos), pode proporcionar uma protecção temporária até que cresça nova pele que a substitua. Assim, está-se a fazer todo o possível para aumentar a quantidade de pele disponível para enxerto, fazendo crescer pequenos fragmentos de pele da pessoa num meio de cultura de tecidos.

Por vezes, transplanta-se cartilagem nas crianças, em regra para corrigir defeitos nas orelhas ou no nariz. A cartilagem transplantada raramente é atacada pelo sistema imunitário do organismo. O enxerto ósseo consiste, geralmente, em retirar substância óssea de uma parte do corpo para substituir a que falta noutra parte. O osso transplantado de uma pessoa para outra não sobrevive, mas estimula o crescimento de osso novo e comporta-se como um bom andaime que ajuda a ultrapassar e estabilizar os defeitos até que se possa formar uma nova massa óssea.

O transplante de intestino delgado é experimental e pode ser levado a cabo em pessoas cujo intestino tenha sido destruído por uma doença ou não funcione suficientemente bem para permitir que vivam. A maioria destes transplantes não durou muito tempo, porém o índice de êxito é cada vez mais elevado.



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