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Como se desenvolve uma infecção


As doenças infecciosas são, em geral, provocadas por microrganismos que invadem o corpo e se multiplicam. A invasão inicia-se, habitualmente, através da aderência às células do indivíduo afectado. Este processo é muito específico e implica emparelhamentos entre a célula humana e o microrganismo (Ver imagem da secção 16, capítulo 167) semelhantes aos de uma chave com a sua fechadura. A permanência deste próximo do ponto de invasão ou então a sua propagação a zonas afastadas depende de factores como a produção de toxinas, enzimas ou outras substâncias.

Alguns microrganismos que invadem o corpo produzem toxinas (venenos que afectam as células próximas ou distantes). A maioria delas têm componentes que se ligam especificamente com moléculas de certas células (células alvo), pelo que causam doença. No tétano, na síndroma do choque tóxico e na cólera, as toxinas desempenham um papel basilar. Algumas doenças infecciosas são causadas por toxinas produzidas por microrganismos fora do corpo, como a intoxicação alimentar causada por estafilococos.

Depois da invasão, os microrganismos devem multiplicar-se para provocar a infecção. Por conseguinte, podem acontecer três situações: primeira, que aqueles microrganismos continuem a multiplicar-se e transbordem as defesas humanas, processo esse que pode causar um dano tal que mate o doente; em segundo lugar, pode atingir-se um estado de equilíbrio, desenvolvendo-se uma infecção crónica e nem os microrganismos nem o paciente ganham a batalha, e, em terceiro lugar, a pessoa, com ou sem tratamento médico, consegue erradicar o microrganismo invasor. Este processo restabelece a saúde e costuma proporcionar uma imunidade duradoura face a outra infecção provocada pelo mesmo microrganismo.

Muitos dos microrganismos causadores de doenças têm propriedades que aumentam a gravidade do processo (virulência) e resistem aos mecanismos de defesa do corpo humano. Por exemplo, algumas bactérias produzem enzimas que rasgam os tecidos, permitindo que a infecção se propague mais rapidamente.

Alguns microrganismos dispõem de mecanismos para bloquear os sistemas de defesa do corpo. Por exemplo, podem ser capazes de interferir na produção de anticorpos ou no desenvolvimento das células T (uma variedade de glóbulos brancos) especificamente armados para os atacar. Outros têm invólucros externos (cápsulas) que impedem a sua ingestão por parte dos glóbulos brancos. O fungo Cryptococcus, na realidade, forma uma cápsula mais grossa depois de entrar nos pulmões. A razão está em que a sua cápsula adquire uma espessura maior quando se encontra numa atmosfera de anidrido carbónico e nos pulmões existe maior percentagem desse gás do que na terra, onde ele normalmente vive. Por isso, os mecanismos de defesa do organismo não se mostram eficazes quando o Cryptococcus infecta os pulmões. Algumas bactérias oferecem resistência a ser destruídas (lise) por substâncias que circulam na corrente sanguínea. Outras produzem mesmo substâncias químicas que contrariam os efeitos dos antibióticos.



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