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Como uma infecção afecta o corpo humano


Certas infecções causam modificações no sangue, no coração, nos pulmões, no cérebro, nos rins, no fígado e nos intestinos. Ao identificar essas alterações, o médico pode determinar que a pessoa sofre de uma infecção.

Alterações no sangue

Como parte das defesas do organismo contra a infecção, a quantidade de glóbulos brancos costuma aumentar. Esse aumento pode verificar-se em poucas horas, em grande medida pela libertação de glóbulos brancos armazenados na medula óssea. O primeiro a aumentar é o número de neutrófilos e, se a infecção persistir, aumentam os monocitos, sendo ambos duas variedades de glóbulos brancos. Os eosinófilos também o são e aumentam nas reacções alérgicas e nas infecções parasitárias; não o fazem habitualmente nas infecções bacterianas.

Certas infecções, como a febre tifóide, fazem diminuir o número de glóbulos brancos. Essa diminuição pode verificar-se porque a infecção é tão importante que a medula óssea é incapaz de fabricar glóbulos brancos com suficiente rapidez para que substituam os leucócitos perdidos na luta contra a invasão.

A anemia pode ser o resultado de uma hemorragia por causa da infecção, ser devida à destruição dos glóbulos vermelhos ou então resultar da depressão da medula óssea. A infecção grave pode provocar uma coagulação disseminada em todos os vasos sanguíneos, o que é conhecido por coagulação vascular disseminada. (Ver secção 14, capítulo 155) A melhor maneira de inverter essa situação é tratar da doença de base, neste caso a infecção. Uma baixa nos valores das plaquetas do sangue sem nenhuma outra alteração pode também indiciar uma infecção subjacente.

Alterações no coração, nos pulmões e no cérebro

As alterações cardíacas possíveis de ocorrer durante uma infecção consistem numa aceleração do ritmo cardíaco e num aumento ou diminuição do volume de sangue expelido em cada contracção (débito cardíaco). Embora no decurso das infecções, habitualmente, o ritmo cardíaco aumente, algumas, como a febre tifóide, fazem com que o pulso seja mais lento do que se poderia esperar dada a gravidade da febre. A tensão arterial pode baixar. Numa infecção grave, a dilatação dos vasos sanguíneos pode derivar de uma forte queda da tensão arterial (choque séptico). (Ver secção 17, capítulo 176)

A infecção e a febre costumam fazer com que se respire mais rapidamente (aumento da frequência respiratória), o que implica que mais anidrido carbónico é transferido a partir do sangue e exalado, o que torna este mais ácido. A rigidez pulmonar aumenta e isso pode interferir na respiração e levar a uma doença conhecida como a síndroma da insuficiência respiratória aguda. (Ver secção 4, capítulo 33) Os músculos respiratórios do tórax também se podem cansar.

As infecções graves podem igualmente provocar anomalias na função cerebral, quer um microrganismo invada o cérebro de forma directa, quer não. As pessoas de idade avançada são particularmente propensas a sofrer estados de confusão. A febre muito elevada pode provocar convulsões.

Alterações renais, hepáticas e intestinais

As alterações renais podem ir desde uma ligeira perda de proteínas através da urina até uma insuficiência renal aguda. Podem ser provocadas pelo enfraquecimento do coração, pela queda da tensão arterial ou pelo efeito directo dos microrganismos sobre o rim.

Muitas infecções podem alterar a função hepática, mesmo quando os microrganismos não atacam directamente o fígado. Um problema frequente é a icterícia causada por uma acumulação de bílis (icterícia colestática). (Ver secção 10, capítulo 116) A icterícia é um sinal preocupante quando se instala a partir de uma infecção.

Uma infecção grave pode provocar úlceras de stress na parte mais alta do intestino, podendo originar uma hemorragia. Em geral só se verifica uma perda de sangue diminuta, mas numa pequena percentagem de indivíduos a hemorragia pode ser grave.




Que tipo de relação existe

Entre um microrganismo e um hospedeiro humano pode haver três tipos de relações:

  • Simbiose, em que tanto beneficiam o microrganismo como o hospedeiro.
  • Comensalismo, em que o microrganismo beneficia mas o hospedeiro não sofre qualquer dano.
  • Parasitismo, em que o microrganismo beneficia e o hospedeiro fica prejudicado.

As bactérias e os fungos representam a maioria dos microrganismos que têm relações simbióticas e comensais.


Infecção a partir de aparelhos e artefactos utilizados em medicina
Em geral, pensa-se que a infecção se verifica quando os microrganismos invadem o corpo e aderem a células específicas. Porém, os microrganismos também podem aderir e começar a formar colónias em aparelhos e artefactos médicos colocados no corpo humano (como cateteres, próteses articulares e válvulas cardíacas artificiais). Quando eles são inseridos no organismo, os microrganismos podem disseminar-se, causando uma infecção.



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