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Bacteriemia e septicemia


A bacteriemia é a presença de bactérias na corrente sanguínea. A septicemia é uma infecção na corrente sanguínea.

Quando um indivíduo fecha com força os maxilares, pode verificar-se uma bacteriemia muito ligeira e temporária, já que as bactérias que vivem nas gengivas que rodeiam os dentes são forçadas a penetrar na corrente sanguínea. As bactérias acedem também com frequência ao sangue a partir do intestino, mas são rapidamente eliminadas quando este atravessa o fígado.

A septicemia é mais provável que apareça quando existe uma infecção no organismo, quer seja nos pulmões, no abdómen, nas vias urinárias ou na pele. Pode também ocorrer quando se efectua uma cirurgia sobre uma área infectada, ou então sobre uma parte do corpo em que normalmente proliferam bactérias, como, por exemplo, o intestino.

A introdução de um objecto estranho, como um cateter endovenoso, uma sonda urinária (algália) ou um tubo de drenagem, também pode causar septicemia. A probabilidade de septicemia aumenta com o tempo durante o qual o referido objecto permanece colocado. Costuma ser frequente entre os dependentes de drogas endovenosas. É também mais provável que ocorra numa pessoa cujo sistema imunitário não funciona correctamente, como acontece naqueles que recebem medicação anticancerosa.

Sintomas

Como o organismo costuma ser capaz de eliminar pequenas quantidades de bactérias rapidamente, a bacteriemia transitória nunca produz sintomas. Contudo, uma vez que a septicemia se estabeleça, os sintomas incluem tremores, arrepios, febre, fraqueza, náuseas, vómitos e diarreia.

A septicemia pode levar a infecções em diversos pontos do corpo (a chamada infecção metastásica) se não for de imediato tratada. As infecções podem estabelecer-se no revestimento do cérebro (meningite), no saco que rodeia o coração (pericardite), no revestimento interno do coração (endocardite), nos ossos (osteomielite) e nas grandes articulações. Um abcesso (acumulação de pus) (Ver secção 17, capítulo 175) pode assim surgir quase em qualquer sítio.

Diagnóstico

O diagnóstico de septicemia é provável quando uma pessoa com uma infecção localizada em qualquer parte do corpo subitamente tem muita febre. Se a pessoa tiver uma septicemia, em geral o número de glóbulos brancos no sangue tende a aumentar. As culturas do sangue permitem isolar e identificar o microrganismo infectante.

No entanto, é possível que as bactérias não cresçam numa hemocultura, particularmente se o doente estíver a tomar antibióticos.

Também se recolhem amostras para cultura das substâncias expelidas dos pulmões através da tosse (expectoração), da urina, das feridas e dos pontos onde os cateteres penetram no corpo humano.

Tratamento e prognóstico

A bacteriemia causada por uma intervenção cirúrgica ou então pela introdução de uma algália no trajecto urinário não costuma necessitar de tratamento, desde que a referida sonda seja rapidamente retirada. Contudo, antes de se submeterem a estes procedimentos, as pessoas com risco de adquirirem infecções graves (as que sofrem de uma afecção das válvulas cardíacas ou de deficiências do sistema imunitário, por exemplo) recebem geralmente a administração de antibióticos para prevenir a septicemia.

A septicemia é muito grave e o risco de morte é elevado. O médico deve começar de imediato o tratamento com antibióticos, antes mesmo de dispor dos resultados das culturas do laboratório que identifiquem o tipo de bactéria causadora da infecção.

Um atraso no começo do tratamento diminui em grande medida as possibilidades de sobrevivência. De início, o médico baseia a escolha do antibiótico no seu cálculo de quais as bactérias estão ali presentes. Isso depende de onde partiu a infecção (as vias urinárias, a boca, os pulmões, o intestino ou outro local). Administram-se com frequência dois antibióticos juntos para aumentar as possibilidades de eliminar as bactérias. Mais tarde, quando o médico já puder contar com os resultados da cultura, poderá optar por aquele que se verifique mais eficaz contra os germes causadores da septicemia. Em alguns casos, pode ser necessário efectuar uma intervenção cirúrgica para eliminar a fonte da infecção, como, por exemplo, um abcesso.



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