
ListerioseA listeriose, uma doença causada pela Listeria monocitogenes, dá lugar a uma sintomatologia diferente conforme o local onde se verifique a infecção e a idade da pessoa afectada. A Listeria encontra-se em todo o mundo, tanto no meio ambiente como nos intestinos dos pássaros, das aranhas, dos crustáceos e dos mamíferos não humanos. No ser humano, a listeriose pode afectar quase qualquer órgão do corpo. Os recém-nascidos, as pessoas com mais de 70 anos e aqueles que têm um sistema imunitário suprimido ou deficiente são mais susceptíveis à doença. As infecções verificam-se, geralmente, entre Julho e Agosto. Em regra a listeriose contrai-se consumindo produtos lácteos contaminados ou verduras cruas.
Sintomas e diagnóstico Nos adultos, a forma mais frequente de listeriose é a meningite, uma infecção das membranas (meninges) que cobrem o cérebro e a espinal medula. (Ver secção 6, capítulo 78) Podem formar-se abcessos cerebrais em cerca de 20 % destes casos. A meningite causa febre e rigidez da nuca; se o doente não receber tratamento, pode mostrar confusão, entrar em coma ou mesmo morrer. A Listeria também pode infectar os olhos, que se tornam vermelhos e dolorosos. Depois, a infecção pode propagar-se aos gânglios linfáticos, ao sangue a às meninges. Em casos muito raros, pode afectar as válvulas cardíacas e causar insuficiência cardíaca. O médico suspeita da presença de listeriose com base nos sintomas. Para fazer um diagnóstico definitivo, colhe-se uma amostra de tecido ou de líquido corporal para envio ao laboratório, com o objectivo de fazer a sua cultura. Numa amostra de sangue podem também titular-se os anticorpos formados contra a Listeria. Tratamento A penicilina geralmente cura a listeriose. Se a infecção tiver afectado as válvulas cardíacas, pode também administrar-se um segundo antibiótico, como a tobramicina. As infecções oculares também podem ser tratadas com eritromicina oral. |
Erisipelóide