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Doença de Lyme


A doença de Lyme é causada pela espiroqueta Borrelia burgdorferi, que é habitualmente transmitida por pequenas carraças de veado.

A doença foi descoberta em 1975 e atribuiu-se-lhe tal designação por se terem verificado numerosos casos na pequena cidade de Lyme, no estado de Connecticut. Desde então a doença de Lyme tem surgido em muitos outros sítios. A afecção é bem conhecida na Europa e têm aparecido casos em outros continentes. A doença de Lyme costuma ocorrer no Verão e no início do Outono e efecta com maior frequência crianças e jovens adultos que vivem em áreas florestais.

A bactéria Borrelia burgdorferi penetra na pele no local onde se tenha verificado a picada da carraça. Ao fim de 3 a 32 dias, as espiroquetas passam para a linfa ou, através do sangue, chegam até outros órgãos ou zonas da pele.

Sintomas

A doença começa geralmente na pele como uma grande mancha vermelha, localizada quase sempre na coxa, na nádega, no tronco ou na axila. A mancha alastra até atingir um diâmetro de 15 cm e, muitas vezes, surge uma zona clara no seu centro. Pelo menos 75 % dos indivíduos infectados apresentam este sinal bastante cedo. Em quase metade das pessoas surgem mais zonas vermelhas, geralmente de menor dimensão, pouco depois de ter aparecido a grande mancha vermelha.

Muitas pessoas com a doença de Lyme têm a sensação de estar muito afectadas e apresentam sintomas como fadiga, arrepios e febre, dores de cabeça, rigidez da nuca e dores nos músculos e nas articulações. São sintomas menos frequentes dor nas costas, náuseas e vómitos, dor de garganta, tumefacção dos gânglios linfáticos e hipertrofia do baço. Apesar de a maioria dos sintomas poder aparecer e desaparecer, a sensação de mal-estar e de fadiga pode durar semanas.

Várias semanas ou meses depois de surgirem os primeiros sintomas verificam-se anomalias da função nervosa em cerca de 15 % dos afectados; essas alterações nervosas duram vários meses e no final costumam desaparecer por completo. O problema mais frequente é uma infecção das membranas que revestem o cérebro (meningite) (Ver secção 6, capítulo 78), que provoca rigidez da nuca, dor de cabeça, inflamação dos nervos faciais e falta de tónus na face de um dos lados. Podem também aparecer outras zonas de enfraquecimento. Em 8 % das pessoas verificam-se perturbações cardíacas, como batimentos irregulares (arritmias) e inflamação do saco que envolve o coração (pericardite). Esta última pode causar dor no peito.

Além disso, semanas ou meses depois do início dos sintomas, ocorre artrite em cerca de metade dos afectados. Em alguns casos, a artrite surge até dois anos depois dos primeiros sintomas. Os episódios de tumefacção e dor em algumas das grandes articulações, em particular os joelhos, costumam repetir-se durante vários anos. Os joelhos afectados apresentam habitualmente mais inchaço do que dor, têm uma temperatura elevada ao tacto e, em casos raros, estão avermelhados. Por trás do joelho podem surgir quistos que rebentam, o que agrava subitamente a dor. Cerca de 10 % dos indivíduos com artrite de Lyme têm problemas persistentes nos joelhos.

Diagnóstico

As bactérias do tipo Borrelia burgdorferi são muito difíceis de cultivar em laboratório e não existe nenhuma prova que possa diagnosticar com toda a segurança a doença de Lyme.

Como consequência, o diagnóstico costuma basear-se nos sintomas característicos da doença que se observam numa pessoa que tenha estado exposta a condições favoráveis à infestação por carraças, juntamente com os resultados de vários testes. O mais frequentemente utilizado é uma medição do nível de anticorpos no sangue contra a bactéria.

Tratamento

Apesar de a doença de Lyme, seja qual for a fase do processo, responder sempre aos antibióticos, o tratamento precoce ajuda a evitar complicações. Pode administrar-se um antibiótico como a doxiciclina, a amoxicilina, a penicilina ou a eritromicina por via oral durante as primeiras fases da doença. Os antibióticos por via endovenosa reservam-se para os casos de doença tardia, persistente ou grave.

Os antibióticos também ajudam a aliviar a artrite, se bem que o tratamento deva durar até às 3 semanas. A aspirina e outros anti-inflamatórios não esteróides aliviam a dor das articulações inflamadas. O líquido que nelas se acumula pode ser extraído e pode ser benéfico o uso de muletas.



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