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Herpes zóster


O herpes zóster (zona) é uma infecção que produz erupções cutâneas muito dolorosas, constituídas por bolhas (vesículas) cheias de líquido.

O herpes zóster é causado pelo mesmo herpesvírus, o da varicela zóster, que causa a varicela. (Ver secção 23, capítulo 260) A infecção inicial pelo vírus varicela zóster, que pode adoptar a forma de varicela, termina com a penetração dos vírus nos gânglios (uma aglomeração de células nervosas) dos nervos espinhais ou cranianos, permanecendo ali em estado latente. O herpes zóster fica sempre limitado à distribuição cutânea da raiz ou raízes nervosas afectadas (dermatomas). (Ver imagem da secção 6, capítulo 69)

O vírus do herpes zóster pode não voltar a produzir sintomas ou então só reactivar-se muitos anos depois. Se isso ocorrer, reproduz-se a doença. Por vezes, tem lugar quando a imunidade do organismo diminui em virtude de outra perturbação, como a SIDA ou a doença de Hodgkin, ou por medicamentações que debilitem o sistema imunitário. Na maioria dos casos desconhece-se a causa da reactivação. O aparecimento do herpes zóster nem sempre significa que exista alguma doença grave subjacente. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente depois dos 50 anos.

Sintomas e complicações

Três ou quatro dias antes do aparecimento do herpes zóster, algumas pessoas sentem-se mal e têm calafrios, febre, náuseas, diarreia ou dificuldades em urinar. Outras sentem dor ou apenas uma sensação de formigueiro ou de picadas numa zona da pele. Ao fim desse tempo aparecem grupos de bolhas cheias de líquido rodeadas por uma pequena zona vermelha. Elas ocupam só uma área limitada da pele cuja sensibilidade corre a cargo dos nervos afectados. Geralmente aparecem no tronco e habitualmente só de um lado. Contudo, também podem aparecer algumas lesões noutros pontos. A área do corpo afectada costuma ser muito sensível a qualquer estímulo, incluindo um atrito ligeiro, e pode mesmo manifestar-se uma dor muito intensa.

As bolhas começam a secar e a formar crostas aproximadamente 5 dias depois do seu aparecimento. Até se formar a crosta, as referidas vesículas contêm vírus do herpes zóster, que podem provocar varicela se forem transmitidos a pessoas susceptíveis. Se as bolhas cobrirem amplas zonas da pele ou persistirem durante mais de duas semanas, isso habitualmente significa que o sistema imunitário não está a funcionar correctamente.

Um ataque de herpes zóster costuma imunizar o afectado por toda a vida face a futuros ataques; existem menos de 4 % de recidivas. A maioria recupera sem sofrer efeitos duradouros. Todavia pode ficar como sequela tecido cicatricial extenso na pele sem que se desenvolva uma infecção bacteriana secundária. O compromisso do ramo ocular do nervo facial é uma complicação bastante grave.

Diagnóstico

O médico pode ter dificuldade em diagnosticar o herpes zóster antes do aparecimento das vesículas, mas a localização da dor inicial numa faixa indefinida num dos lados do corpo pode ser um sintoma útil. Conforme os nervos afectados, assim a dor pode parecer-se com a causada pela apendicite, por um cálculo renal ou pela inflamação do intestino grosso. As bolhas formadas pelo herpes zóster podem ser quase idênticas às do herpes simples. Contudo, estas últimas tendem a aparecer formando um padrão diferente, mais limitado, sobre a pele; em geral o seu número é menor e podem recorrer repetidamente no mesmo local. Se for necessário, fazem-se exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico.

Tratamento

Ainda não se sabe com certeza qual é o melhor tratamento contra o herpes zóster. Nem os corticosteróides nem um anti-soro que contenha altos níveis de anticorpos contra o vírus têm efeito sobre a doença uma vez iniciada. Nenhum fármaco consegue eliminar o vírus. No entanto, os antivirais como o aciclovir ou o famciclovir podem ser utilizados para reduzir a duração da erupção cutânea nos indivíduos cujos sistemas imunológicos sejam deficientes. É importante manter a pele limpa para evitar infecções bacterianas sobrepostas.

A aspirina ou a codeína aliviam temporariamente a dor e revelam-se de grande ajuda quando esta impede executar actividades ou conciliar o sono. A aspirina deve ser evitada nas crianças devido ao risco de provocar a síndroma de Reye.




O que é a nevralgia pós-herpética

A dor nas áreas da pele cuja sensibilidade respeita aos nervos infectados recebe o nome de nevralgia pós-herpética. Essa dor pode persistir durante meses ou anos depois de um episódio de herpes zóster. Não significa que o vírus continue a replicar-se activamente. A dor da nevralgia pós-herpética pode ser constante ou intermitente e pode piorar durante a noite em resposta ao calor ou ao frio. Em alguns casos a dor é tão intensa que incapacita a pessoa.
A nevralgia pós-herpética ocorre com mais frequência nas pessoas de mais idade: de 25 % a 50 % de pessoas com mais de 50 anos que têm herpes zóster também experimentam uma certa nevralgia pós-herpética. Contudo, só 10 % de todas as pessoas que têm herpes zóster a manifestam. Muito poucas sofrem de dores intensas.
Na maioria dos casos, a dor desaparece em 1 a 3 meses, mas em 10 % a 20 % dos casos a dor pode persistir durante mais de 1 ano, e algumas vezes dura mais de 10 anos.
Apesar de se terem ensaiado vários tratamentos para a nevralgia pós-herpética, nenhum deles resultou eficaz para todos os casos. Em geral, a dor é leve e não necessita de nenhum tratamento específico.



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