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Leucoencefalopatia multifocal progressiva


A leucoencefalopatia multifocal progressiva é uma rara manifestação de infecção cerebral por poliomavírus, que costuma progredir rapidamente uma vez desencadeada a sintomatologia.

A doença afecta o cérebro e a espinhal medula e é causada pelo vírus JC, que é um poliomavírus. Tornou-se muito frequente nas pessoas com deficiência na função (imunológica) dos linfócitos T, como, por exemplo, nos que sofrem de leucemia, linfoma ou SIDA. Os homens são afectados com mais frequência do que as mulheres.

Sintomas e diagnóstico

Muitos dos infectados pelo vírus JC não apresentam aparentemente sintomas. Da mesma forma que sucede com o herpesvírus, o JC parece permanecer latente até que algo (como um sistema imunitário deficiente) provoque a sua reactivação. Como consequência, a leucoencefalopatia multifocal progressiva costuma aparecer só anos depois da infecção inicial.

A sintomatologia inicia-se habitualmente de forma súbita, progredindo de forma gradual. Depois de aparecerem os sintomas, em geral agravam-se rapidamente e variam, dependendo da parte infectada do cérebro. É frequente a paralisia que afecta metade do corpo. Só em casos raros se verificam dores de cabeça e convulsões. Aproximadamente em duas de cada três pessoas surge uma perda progressiva da capacidade intelectual (demência). Também é crescente a dificuldade em falar, assim como a cegueira parcial. É muito frequente a pessoa morrer entre um e seis meses depois do início dos sintomas, mas alguns infectados sobreviveram a este período de tempo.

O médico baseia o seu diagnóstico na pioria progressiva do paciente. As técnicas não invasivas, como a tomografia axial computadorizada (TAC) e a ressonância magnética (RM), podem ajudar a estabelecer o diagnóstico. Contudo, o diagnóstico definitivo não se pode estabelecer até depois do falecimento do doente, pois só então se pode examinar o tecido cerebral.

Tratamento

Nenhum tratamento se revelou eficaz na leucoencefalopatia multifocal progressiva. Nas pessoas que sobreviveram, os investigadores suspeitam que certas funções do seu sistema imunológico possam ter sido responsáveis por deter a infecção ou a destruição do tecido cerebral.



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