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Infecção causada por citomegalovírus


A infecção por citomegalovírus é uma afecção viral que pode ser adquirida antes de nascer ou em qualquer momento após o nascimento.

O citomegalovírus encontra-se em toda a parte. As pessoas com infecção activa podem alojar o vírus na urina ou na saliva durante meses. Também se excreta no muco cervical, no sémen, nas fezes e no leite materno. As crianças que passam muitas horas em instituições como escolas ou creches costumam transmitir o vírus uns aos outros. Também é habitual ser transmitido pelos homens homossexuais que mantêm relações sem protecção. A infecção por citomegalovírus pode desenvolver-se em pessoas que recebem sangue contaminado ou naquelas a quem se transplanta um órgão infectado, como por exemplo um rim.

Quando o citomegalovírus penetra no organismo, pode gerar (ou não) uma doença activa. Uma vez dentro, pode permanecer latente durante anos, mas tornar-se activo e causar doença em qualquer altura. Entre 60 % e 90 % dos adultos tiveram já uma infecção por citomegalovírus em algum momento, apesar de em geral não ter manifestado sintomas. As infecções graves verificam-se, em regra, apenas em imunodeficientes; por exemplo, naqueles que receberam um transplante de medula óssea ou nos doentes de SIDA.

Sintomas

A infecção antes do nascimento ocasionalmente provoca abortos, faz com que o bebé nasça morto ou então causa a morte do recém-nascido. Esta verifica-se por hemorragia, anemia ou uma lesão extensa do fígado ou do cérebro. (Ver secção 23, capítulo 253)

Geralmente, os que contraem a infecção depois de nascer e albergam o vírus não apresentam sintomas. Contudo, uma pessoa saudável que fique infectada pode sentir-se doente e ter febre. Se um indivíduo receber uma transfusão de sangue que contenha o citomegalovírus, os sintomas podem começar duas a quatro semanas mais tarde. Estes incluem febre que dura de duas a três semanas e algumas vezes inflamação do fígado (hepatite), possivelmente com icterícia. O número de linfócitos, uma variedade de glóbulos brancos, pode aumentar. Ocasionalmente aparece uma erupção cutânea.

Um doente imunodeficiente e que está infectado com citomegalovírus é particularmente propenso a desenvolver uma infecção grave e pode adoecer gravemente e morrer. Nos doentes de SIDA, o vírus costuma infectar a retina, causando cegueira. Também pode verificar-se uma infecção do cérebro (encefalite) ou úlceras no intestino ou no esófago. Os transplantados com órgãos infectados por citomegalovírus correm grandes riscos de morrer, porque, como parte do processo do transplante, recebem drogas que suprimem o sistema imunitário.

Diagnóstico e tratamento

A infecção por citomegalovírus pode desenvolver-se gradualmente e não ser de imediato reconhecida. As chaves que ajudam o diagnóstico são os sintomas do doente e o seu sistema imunitário deficiente. Quando se suspeita da infecção, efectuam-se análises para detectar o vírus na urina e em outros humores ou tecidos corporais. Dado que ele pode permanecer latente no organismo durante meses ou anos, a descoberta do citomegalovírus não prova que o mesmo esteja a causar uma infecção activa. Um aumento nos anticorpos contra o vírus, medido através de uma análise de sangue colhido vários dias antes, é uma clara indicação de ser o responsável pela infecção. Num doente com infecção na parte posterior do olho ou na retina (retinite), o médico pode descobrir anomalias ao examinar com um oftalmoscópio (um instrumento que permite visualizar as estruturas internas do olho). Nos recém-nascidos, o diagnóstico estabelece-se habitualmente mediante uma cultura da urina durante as primeiras três semanas de vida.

Uma infecção não costuma ser tratada, pois regride por si só. Quando a infecção ameaça a vida do doente ou a sua vista, podem administrar-se os fármacos antivirais ganciclovir ou foscarnet. Contudo, estes têm sérios efeitos colaterais. Além disso, podem nem curar a infecção. No entanto, o tratamento em curso costuma atrasar o avanço da doença.



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