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Uretrite não gonocócica e cervicite por clamídias


A uretrite não gonocócica e a cervicite por clamídias são doenças de transmissão sexual causadas por Chlamydia trachomatis ou (nos homens) Ureaplasma urealyticum, embora por vezes sejam provocadas pela Trichomonas vaginalis ou pelo vírus do herpes simples.

Estas infecções recebem o nome de «não gonocócicas» para indicar que não são causadas por Neisseria gonorrhoeae, a bactéria que produz gonorreia. (Ver secção 17, capítulo 189) A Chlamydia trachomatis produz cerca de 50 % das infecções uretrais masculinas não gonorreicas e a maioria das infecções com formação de pus que afectam a mulher e não são causadas pela gonorreia. Os casos restantes de uretrites são geralmente causados por Ureaplasma urealyticum, uma bactéria semelhante ao micoplasma.

Chlamydia é o nome dado a pequenas bactérias que só se reproduzem dentro das células. Os ureaplasmas são diminutas bactérias a que falta uma parede celular rígida, mas que se podem reproduzir fora das células.

Sintomas e diagnóstico

Em geral, entre 4 e 28 dias depois do contacto sexual com uma pessoa infectada, um homem infectado sente uma leve sensação de queimadura na uretra enquanto urina. Geralmente, o pénis produz uma secreção. Esta pode ser clara ou turva, mas habitualmente menos espessa do que a desencadeada pela gonorreia. Às primeiras horas da manhã o orifício do pénis costuma ter uma coloração avermelhada e os seus bordos estão colados devido às secreções secas. Por vezes a doença começa de forma mais brusca. O homem sente dor ao urinar, necessita de o fazer com frequência e tem secreções purulentas provenientes da uretra.

Apesar de, em geral, as mulheres infectadas com Chlamydia não terem sintomas, algumas experimentam uma frequente necessidade de urinar, dor ao fazê-lo, dor na parte inferior do abdómene durante o coito e secreções vaginais de muco amarelado e pus.

O sexo anal ou oral com uma pessoa infectada pode causar uma infecção do recto ou da garganta. Estas infecções costumam causar dor e uma descarga amarelada de pus e muco.

Na maioria dos casos, é possível diagnosticar uma infecção com Chlamidia trachomatis ao examinar uma secreção uretral ou do colo uterino num laboratório. As infecções por Ureaplasma urealyticum não se diagnosticam especificamente nas inspecções médicas de rotinas (check-up). Dado ser difícil fazer uma cultura e as restantes técnicas serem dispendiosas, o diagnóstico das infecções por Chlamydia ou Ureaplasma costuma ser uma suposição fundada nos sintomas característicos, juntamente com a evidência que demonstre a ausência de gonorreia.

Complicações e prognóstico

Se uma infecção causada por Chlamydia trachomatis não receber tratamento, os sintomas desaparecem às 4 semanas em cerca de 60 % a 70 % das pessoas. Contudo, uma infecção por clamídias pode causar várias complicações. Não se sabe com certeza se o Ureaplasma tem algo a ver com elas.

Se não for tratada, uma infecção por clamídias ascende habitualmente até às trompas de Falópio, onde a inflamação causa dor e a cicatrização pode levar à infertilidade ou a uma gravidez ectópica. (Ver secção 22, capítulo 245) Estas últimas complicações têm ocasionalmente lugar na ausência de sintomas prévios e causam um considerável sofrimento e custo médico. Nos homens, a Chlamydia pode causar epididimite, provocando uma dolorosa inflamação do escroto num ou em ambos os lados. (Ver secção 21, capítulo 229)

Tratamento

As infecções por Chlamydia e Ureaplasma costumam ser tratadas com tetraciclina ou doxiciclina administradas por via oral durante pelo menos 7 dias, ou então com uma dose única de azitromicina. As mulheres grávidas não devem tomar tetraciclina. Em cerca de 20 % das pessoas, a infecção reaparece depois do tratamento. Este é então repetido por um período mais extenso.

As pessoas infectadas que têm relações sexuais antes de completar o tratamento podem infectar os seus parceiros. Como consequência e na medida do possível, os referidos parceiros devem ser tratados simultaneamente.




Complicações das infecções por Chlamydia ou Ureaplasma
Complicação Efeito possível
No homem
Infecção do epidídimo. Dor nos testículos.
Estreitamento (estenose) da uretra. Obstrução do fluxo de urina.
Na mulher
Infecção das trompas de Falópio. Dor, gravidez ectópica e esterilidade.
Infecção do revestimento do fígado e da área que circunda este órgão. Dor na parte superior do abdómen.
No homem e na mulher
Infecção do branco dos olhos (conjuntivite). Dor e secreção ocular.
Nos recém-nascidos
Conjuntivite. Dor e secreção ocular.
Pneumonia. Febre e tosse.


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