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Líquen plano


O líquen plano, uma doença recorrente e pruriginosa, começa como uma erupção de pápulas pequenas e discretas que logo se combinam até formarem placas rugosas e escamativas (placas salientes).

Cerca de metade das pessoas afectadas por líquen plano têm também aftas na boca. A causa do líquen plano é desconhecida. Uma erupção idêntica costuma aparecer nas pessoas expostas a fármacos que contenham ouro, bismuto, arsénico, quinino, quinidina ou quinacrina e a certas substâncias químicas utilizadas na revelação de fotografias a cores. O líquen plano pode por isso ser a reacção do organismo a um composto químico externo ou a outro agente.

Sintomas

A primeira crise pode começar de repente ou gradualmente e persistir durante semanas ou meses. Embora o líquen plano costume desaparecer por si só, as placas reaparecem frequentemente e os episódios podem repetir-se durante anos. As erupções são acompanhadas quase sempre de comichão, por vezes intensa. As pápulas costumam ser de cor violeta e ter bordos angulares; iluminando-as de lado, emitem um brilho característico. Podem formar-se novas pápulas, fruto de um arranhão ou por se sofrer uma leve lesão cutânea. Em alguns casos a pele fica com uma tonalidade escura depois de curada a erupção.

Regra geral, as lesões distribuem-se de forma simétrica (mais frequentemente na boca, sobre o tronco, nas superfícies internas dos pulsos, nas pernas, na glande e na vagina). A cara quase nunca é afectada. Nas pernas, as lesões podem ser especialmente extensas e escamativas. Noutros casos provoca alopecia (queda de cabelo) em placas no couro cabeludo.

As úlceras que o líquen plano provoca na boca são particularmente incómodas. Normalmente são de cor branco-azulada e podem formar-se seguindo uma linha. As úlceras orais aparecem com frequência antes das lesões cutâneas e, embora não costumem causar dor, se forem profundas podem ser dolorosas. São frequentes os ciclos de erupção seguidos de cura. Apesar de ocorrer muito raramente, as úlceras de longa duração podem degenerar em cancro da boca.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser difícil porque muitas doenças se assemelham ao líquen plano. O dermatologista costuma reconhecê-lo pelo seu aspecto e recorrências características, mas pode ser necessário fazer uma biopsia da pele (que consiste em colher uma amostra e examiná-la ao microscópio) para confirmar o diagnóstico.

Tratamento

A utilização de fármacos ou de substâncias químicas que possam causar líquen plano deve ser evitada. Às pessoas que sofrem de comichão intensa pode-se prescrever um anti-histamínico como a difenidramina, a hidroxizina ou a clorfeniramina, embora estas substâncias possam provocar sonolência. Podem-se utilizar corticosteróides injectados directamente na lesão, aplicados sobre a pele ou administrados por via oral, por vezes com outros medicamentos, como a tretinoína. Nos casos em que as úlceras da boca sejam muito dolorosas é aconselhável usar, antes das refeições, o bochecho de um exilir que contenha lidocaína para formar uma protecção contra a dor.

O líquen plano pode desaparecer e voltar a surgir depois de muitos anos. Pode ser necessário fazer um tratamento prolongado durante os surtos da doença; entre dois surtos sucessivos e o seguinte não é necessário qualquer tratamento.



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