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Necrólise epidérmica tóxica


A necrólise epidérmica tóxica é uma doença cutânea em que a camada superficial da pele se solta em lâminas e que pode pôr em perigo a vida do paciente.

Um terço dos casos deve-se à reacção a um fármaco, quase sempre a penicilina, as sulfamidas, os barbitúricos, os anticonvulsivantes, os anti-inflamatórios não esteróides ou o alopurinol. Noutro terço dos casos, a necrólise epidérmica tóxica aparece no decurso de outra doença grave, complicando o diagnóstico. No terço restante, não se descobre a causa. Esta doença é muito pouco frequente nas crianças.

Sintomas

A necrólise epidérmica tóxica costuma começar com uma zona avermelhada, dolorosa, que alastra rapidamente. É possível que se formem vesículas, ou então que a camada superficial da pele simplesmente se solte sem que se apresentem bolhas. Frequentemente, só com um ligeiro contacto ou tracção se soltam grandes tiras de pele. Isso faz com que a zona afectada pareça queimada (uma doença de aspecto semelhante, a síndroma da pele escaldada devida a estafilococos, dá-se a partir de uma infecção estafilocócica nos lactentes, nas crianças pequenas e em adultos com alterações no seu sistema imunitário). À medida que a necrólise epidérmica tóxica avança, a pessoa costuma sentir mal-estar, calafrios e febre. Em 3 dias podem soltar-se enormes porções de pele e a doença costuma espalhar-se às membranas mucosas dos olhos, da boca e dos órgãos genitais.

Tal como no caso das queimaduras graves, a perda de pele pode pôr em perigo a vida do doente. A partir das grandes áreas danificadas em carne viva, pode perder-se grande quantidade de líquidos e de sais. Uma pessoa afectada por esta doença fica muito susceptível a uma infecção nas zonas de tecido danificado e exposto. Essas infecções são a causa mais frequente de morte de quem padece deste mal.

Tratamento

As pessoas afectadas com a necrólise epidérmica tóxica são hospitalizadas e os fármacos suspeitos de causar a doença são imediatamente suprimidos. Quando é possível, estas pessoas devem ser tratadas na unidade de queimados e deve ser-lhes proporcionado um cuidado rigoroso para evitar uma infecção. O pessoal hospitalar deve lavar as mãos antes de tocar no paciente, mantê-lo isolado dos outros doentes do hospital e cobrir-lhe a pele com ligaduras protectoras. Os líquidos e os sais que se perdem através da pele danificada são repostos pela via endovenosa. A utilização de corticosteróides para tratar a doença suscita controvérsia. Alguns médicos consideram que administrar doses elevadas nos primeiros dias é benéfico; outros crêem que os corticosteróides deverão ser evitados. Estes fármacos inibem o sistema imunitário, o que aumenta a possibilidade de sofrer uma infecção grave. Se esta se verificar, os médicos administram antibióticos de imediato.



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