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Síndroma da pele escaldada por estafilococos


A síndroma da pele escaldada por estafilococos é uma infecção cutânea aguda e disseminada na qual a pele se solta como se o doente se tivesse queimado.

Certos tipos de estafilococos produzem uma substância tóxica que faz com que a camada superior da pele (a epiderme) se separe do resto da mesma. As infecções cutâneas causadas por Staphylococcus podem degenerar na síndroma do choque tóxico, uma doença potencialmente mortal. (Ver secção 17, capítulo 178)

A síndroma da pele escaldada por estafilococos afecta, habitualmente, lactentes, crianças e pessoas imunodeprimidas. As mãos do pessoal dos hospitais podem conter estafilococos, as bactérias infectantes, e transmiti-los de um bebé para outro, o que por vezes provoca epidemias nas creches.

Sintomas

A síndroma costuma começar com uma infecção isolada e crostosa que se pode parecer com o impétigo. A infecção pode aparecer na zona da fralda ou à volta do resto do cordão umbilical durante os primeiros dias de vida. Nas crianças com idades entre 1 e 6 anos, a síndroma pode começar com uma zona crostosa localizada no nariz ou nas orelhas. No dia seguinte aparecem áreas de cor escarlate à volta da zona crostosa. Essas áreas podem ser dolorosas. Por outro lado, grandes extensões de pele podem tornar-se vermelhas e formar bolhas que rebentam com facilidade.

A camada superior da pele começa então a soltar-se, muitas vezes em grandes tiras, inclusivamente quando se toca ligeiramente ou se carrega suavemente. Depois de um ou dois dias, toda a superfície da pele pode ser afectada e a criança adoece gravemente, apresentando febre, calafrios e falta de forças. Com a perda da barreira protectora da pele, outras bactérias e agentes infecciosos podem penetrar facilmente no organismo. Além disso, podem-se perder importantes quantidades de líquido devido à supuração e à evaporação.

Diagnóstico

Mediante uma biopsia (extracção de uma amostra de pele e exame da mesma ao microscópio) ou enviando uma amostra de pele para o laboratório para a sua cultura, os médicos podem diferenciar a síndroma da pele escaldada por estafilococos de outras doenças de aspecto semelhante, como a necrólise epidérmica tóxica, que geralmente é provocada por um fármaco.

Tratamento

Muitas vezes o médico prescreve um antibiótico intravenoso do grupo da penicilina, como, por exemplo, a cloxacilina, a dicloxacilina ou a cefalexina. No entanto, se o diagnóstico da síndroma for feito precocemente, a forma oral de alguns destes fármacos dá bons resultados. Esta terapia deve continuar pelo menos durante 10 dias. Com um tratamento precoce, a cura verifica-se entre os 5 e os 7 dias.

A pele deve ser manipulada com cuidado para evitar o seu desprendimento; de facto, deverá ser tratada como se estivesse queimada. O médico pode aplicar uma compressa protectora. As crianças gravemente afectadas podem ser tratadas na unidade de queimados de um hospital.



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