Carcinoma basocelular
O carcinoma basocelular é um cancro
que se origina na camada mais profunda da epiderme.
O carcinoma basocelular costuma desenvolver-se
em superfícies da pele que estão expostas à radiação
solar. Os tumores começam como formações muito pequenas, brilhantes,
duras e salientes que aparecem sobre a pele (nódulos) e que aumentam de
volume lentamente, às vezes tão lentamente que podem passar despercebidos.
No entanto, a velocidade de crescimento varia muito de um tumor para outro e
alguns chegam a crescer aproximadamente 1 cm por ano. O carcinoma basocelular
pode ulcerar-se ou formar crostas no centro. Por vezes, crescem achatados e
assemelham-se ligeiramente a cicatrizes. O bordo do cancro pode adquirir um
aspecto branco-pérola. Por outro lado, o cancro pode sangrar, formar crostas
e sarar, levando o doente a pensar que se trata de uma úlcera em vez de
um cancro. Na realidade, esta alteração entre a hemorragia e a cicatrização
é, muitas vezes, um sinal significativo de carcinoma basocelular ou de
carcinoma de células escamosas.
Em vez de se espalhar (formar metástases)
por outras zonas do corpo, os carcinomas basocelulares costumam invadir e destruir
os tecidos circundantes. Quando os carcinomas basocelulares crescem perto de
um olho, da boca, de um osso ou do cérebro, as consequências da invasão
podem tornar-se graves. No entanto, na maioria das pessoas limitam-se a crescer
lentamente dentro da pele. De qualquer maneira, extirpar os carcinomas precocemente
pode evitar que se propague o dano às estruturas subjacentes.
Diagnóstico e tratamento
O médico costuma ser capaz de reconhecer
um carcinoma basocelular observando simplesmente o seu aspecto. Mas a biopsia
(extracção de uma amostra de tecido e posterior exame ao microscópio)
é o procedimento básico para confirmar o diagnóstico.
Na consulta, o médico pode eliminar
o cancro todo raspando-o e queimando-o com uma agulha eléctrica (raspagem
e electrocoagulação) ou então cortando-o. Antes de pôr em
prática estes procedimentos, o médico deve anestesiar a zona que se
tem de tratar. Em situações muito raras usa-se a radioterapia. Para
os tumores recorrentes e os carcinomas basocelulares semelhantes a cicatrizes
pode ser necessário recorrer à cirurgia controlada ao microscópio
(cirurgia de Moh).
Os cremes que se utilizam para tratar o
cancro, como o fluorouracilo, não se consideram uma terapia apropriada
porque por vezes permitem que o cancro se propague sob a superfície sã
da pele.
| Sinais de alerta de um melanoma |
- Sarda ou sinal pigmentado que aumenta de tamanho (especialmente de
cor negra ou azul-escura).
- Mudança de cor de um sinal existente, em especial na presença
de pigmentação vermelha, branca e azulada na pele circundante.
- Alterações nas características da pele que cobre
o ponto pigmentado, como por exemplo alterações de consistência
ou forma.
- Sinais de inflamação na pele que rodeia um sinal já
existente.
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