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Perfuração do tímpano


O tímpano pode ser perfurado por objectos colocados dentro do ouvido, como uma zaragatoa, ou por objectos que entram acidentalmente no ouvido, como um raminho ou um lápis. O tímpano também pode ser perfurado pela acção de um aumento repentino da pressão (como o causado por uma explosão, uma pancada ou um acidente ao nadar ou ao mergulhar) ou de uma brusca redução da pressão. Um objecto que penetra no tímpano pode deslocar a cadeia de ossículos do ouvido médio ou pode fracturar o estribo (um desses ossículos). Partes dos ossículos partidos ou do próprio objecto podem penetrar no ouvido interno.

Sintomas

A perfuração do tímpano pode causar uma dor aguda, seguida de uma hemorragia no ouvido, perda da audição e tinnitus (zumbidos no ouvido). A perda da audição é mais grave se a cadeia de ossículos se romper ou se o ouvido interno ficar lesionado. A lesão do ouvido interno também pode provocar vertigem. O ouvido pode começar a drenar pus num prazo de 24 a 48 horas, sobretudo se entrar água no ouvido médio.

Tratamento

Regra geral é administrado um antibiótico por via oral para evitar a infecção. O ouvido mantém-se seco. Se o ouvido se infectar, podem ser utilizadas gotas óticas com antibiótico. Normalmente o tímpano cura-se sem mais tratamento, mas se tal não acontecer ao fim de 2 meses, pode ser necessário recorrer à cirurgia para o reparar (timpanoplastia).

Uma perda persistente de audição condutiva (Ver secção 19, capítulo 210) sugere uma ruptura nos ossículos, que pode ser reparada cirurgicamente. Uma perda de audição neuro-sensorial ou uma sensação de vertigem que persista mais do que umas horas depois de uma lesão sugere que algo entrou no ouvido médio. Neste caso costuma desenvolver-se um procedimento chamado timpanotomia para inspeccionar a área e reparar a lesão.




Zumbido (tinnitus)

O zumbido (tinnitus) é um som que se origina no ouvido e não no ambiente. Desconhece-se porque é que se produz o zumbido, mas pode ser um sintoma de quase todos as doenças auditivas, incluindo as seguintes:

  • Infecções auditivas.
  • Obstrução do canal auditivo.
  • Obstrução da trompa de Eustáquio.
  • Otosclerose.
  • Tumores do ouvido médio.
  • Doença de Ménière.
  • Lesões no ouvido causadas por certos fármacos (como a aspirina e alguns antibióticos).
  • Perda da audição.
  • Lesão provocada por uma explosão.

O zumbido (tinnitus) também pode surgir com outras doenças, incluindo a anemia, problemas cardíacos e dos vasos sanguíneos, como a hipertensão e a arteriosclerose, baixos valores de hormona tiróide (hipotiroidismo) e lesão na cabeça.
O som pode ser um zumbido tópico, um assobio, um rugido ou um cicio nos ouvidos.
Algumas pessoas ouvem sons mais complexos que mudam com o tempo. Estes sons podem ser intermitentes, contínuos ou pulsáteis, coincidindo com o ritmo cardíaco. Um som pulsátil pode ser provocado pelo bloqueio de uma artéria, por um aneurisma, um tumor num vaso sanguíneo ou outras doenças dos vasos sanguíneos. Devido ao facto de a pessoa que se queixa de zumbidos (tinnitus) sofrer, em geral, de uma certa perda auditiva, fazem-se estudos completos do ouvido, bem como uma ressonância magnética (RM) da cabeça e uma tomografia axial computadorizada (TAC) do osso temporal (o osso do crânio que contém parte do canal auditivo, o ouvido médio e o ouvido interno).
As tentativas para identificar e tratar as doenças que provocam zumbidos normalmente não resultam. Várias técnicas podem ajudar a torná-los toleráveis, apesar de a tolerância variar de pessoa para pessoa. Em geral, os dispositivos de audição suprimem o zumbido.
Muitas pessoas sentem alívio pondo música de fundo para disfarçar o zumbido. Algumas pessoas utilizam um camuflador de zumbidos, um dispositivo que se usa como os que se destinam a melhorar a audição, produzindo sons agradáveis. Nas pessoas profundamente surdas, o implante coclear pode reduzir o zumbido (tinnitus).



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