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Otite média crónica


A otite média crónica é uma infecção duradoura provocada por uma lesão permanente (perfuração) do tímpano.

A perfuração do tímpano pode ser causada por uma otite média aguda, pela obstrução da trompa de Eustáquio, por uma lesão causada por um objecto que entre no ouvido, pelas alterações bruscas da pressão atmosférica ou pelas queimaduras provocadas pelo calor ou por produtos químicos.

Os sintomas dependem da parte do tímpano que estiver perfurada. Se o tímpano apresentar uma perfuração central (um orifício no centro), a otite média crónica pode agravar-se depois de uma infecção do nariz e da garganta, como na constipação comum, ou depois de ter entrado água no ouvido médio durante o banho ou ao nadar. Geralmente, estes agravamentos são causados por bactérias e provocam um corrimento indolor de pus, que pode cheirar mal, proveniente do ouvido. As exacerbações persistentes podem provocar a formação de protuberâncias chamadas pólipos, que se estendem desde o ouvido médio, atravessam a perfuração e chegam ao canal auditivo. A infecção persistente pode destruir partes dos ossículos, os pequenos ossos do ouvido médio que comunicam os sons captados pelo ouvido externo ao ouvido interno, provocando uma perda auditiva de tipo condutivo. (Ver secção 19, capítulo 210)

A otite média crónica provocada por perfurações marginais (orifícios perto da orla) do tímpano também pode causar uma perda auditiva condutiva e piorar a secreção do ouvido. Algumas complicações graves, como a inflamação do ouvido interno (labirintite), a paralisia facial e as infecções cerebrais, são mais prováveis nos casos de perfurações marginais do que nos de perfurações centrais. As perfurações marginais costumam ser acompanhadas de colesteatomas (acumulações de substância branca semelhante à pele) no ouvido médio. Os colesteatomas, que destroem o osso, aumentam em grande medida a possibilidade de surgir uma complicação grave.

Tratamento

Quando se desenvolve uma otite média crónica, o médico limpa completamente o canal auditivo e o ouvido médio por meio de aspiração e zaragatoas (varetas com ponta de algodão) e depois instila uma solução de ácido acético com hidrocortisona no ouvido. As exacerbações importantes tratam-se com um antibiótico, como a amoxicilina, administrado por via oral. Uma vez identificadas as bactérias que provocam a infecção, ajusta-se o tratamento antibiótico.

Regra geral, o tímpano pode ser reparado numa operação chamada timpanoplastia. Se a cadeia de ossículos tiver ficado danificada, pode ser reparada ao mesmo tempo. Os colesteatomas extirpam-se cirurgicamente. Se não forem eliminados, pode ser impossível reconstruir o ouvido médio.



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