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Órgãos genitais internos


As paredes anterior e posterior da vagina normalmente tocam-se entre si, para que não fique espaço na vagina, excepto quando se dilata (por exemplo, durante um exame ginecológico ou numa relação sexual). Na mulher adulta, a cavidade vaginal tem um comprimento de 9 cm a 12 cm. O terço inferior da vagina é rodeado de músculos que controlam o seu diâmetro, enquanto os dois terços superiores se unem por cima destes músculos e podem distender-se com facilidade. O cérvix (a boca e o colo do útero) encontra-se na parte superior da vagina. Durante os anos férteis da mulher, o revestimento mucoso da vagina tem um aspecto rugoso, mas antes da puberdade e depois da menopausa (se não se tomarem estrogénios) a mucosa é lisa.

Órgãos genitais femininos internos

O útero é um órgão com forma de pêra situado na parte superior da vagina, entre a bexiga urinária pela frente e o recto por trás, e é suportado por seis ligamentos. O útero divide-se em duas partes: o colo uterino ou cérvix e o corpo principal (o corpus). O colo uterino, a parte inferior do útero, abre-se dentro da vagina. O útero normalmente está um pouco dobrado para a frente, na zona onde o colo se une ao corpo. Durante os anos férteis, o corpo é duas vezes mais comprido do que o colo uterino. O corpo é um órgão com musculatura abundante que aumenta para alojar o feto. As suas paredes musculares contraem-se durante o parto para empurrar o bebé para fora pelo colo uterino fibroso e pela vagina.

O colo uterino contém um canal que permite a entrada do esperma no útero e a saída da secreção menstrual para o exterior. Excepto durante o período menstrual ou na ovulação, o colo uterino é geralmente uma boa barreira contra as bactérias. O canal do colo uterino é demasiado estreito para que o feto o atravesse durante a gravidez, mas durante o parto dilata-se para que seja possível a saída do feto. Durante um exame pélvico, o médico pode observar a porção de cérvix que sobressai e que entra no extremo superior da vagina. Tal como a vagina, esta parte do colo uterino é revestida pela mucosa, embora esta seja do tipo liso.

O canal do colo uterino é revestido por glândulas que segregam um muco espesso e impenetrável para o esperma, justamente até ao momento em que os ovários libertam um óvulo (ovulação). Durante a ovulação, a consistência do muco altera-se para que o esperma possa atravessá-lo e fertilizar o óvulo. Ao mesmo tempo, o muco que estas glândulas do colo uterino segregam tem a capacidade de manter o esperma vivo durante 2 ou 3 dias. Mais tarde, este esperma pode deslocar-se para cima e, atravessando o corpo do útero, entrar nas trompas de Falópio para fertilizar o óvulo. Em consequência, o coito ocorrido 1 ou 2 dias antes da ovulação, pode acabar numa gravidez. Devido ao facto de algumas mulheres não ovularem de forma regular, a gravidez pode dar-se em momentos diferentes após o último período menstrual.

O revestimento interior do corpo do útero (endométrio) torna-se mais volumoso todos os meses depois do período menstrual (menstruação). (Ver secção 22, capítulo 232) Se a mulher não ficar grávida durante esse ciclo, a maior parte do endométrio solta-se e origina uma hemorragia, que constitui o período menstrual.

As trompas de Falópio têm um comprimento de 6 cm a 9 cm, desde as extremidades superiores do útero até aos ovários. A extremidade de cada trompa dilata-se e adopta a forma de funil, formando um orifício com maior diâmetro, para facilitar a queda do óvulo no seu interior, quando este é libertado pelo ovário. Os ovários não estão unidos às trompas de Falópio, mas encontram-se suspensos muito perto delas graças a um ligamento. Os ovários, de cor pérola, têm uma forma oblonga e são um pouco mais pequenos que um ovo cozido.

Os cílios (prolongamentos das células, semelhantes a pêlos que se movem em vaivém) que revestem as trompas de Falópio e os músculos das suas paredes impulsionam o óvulo para baixo através destes tubos. Quando um óvulo encontra um espermatozóide na trompa de Falópio e é fertilizado por este, começa a dividir-se. Durante um período de 4 dias, o minúsculo embrião continua a dividir-se enquanto se desloca lentamente para baixo, pela trompa, até chegar ao útero. O embrião adere à parede uterina, onde se fixa. Este processo denomina-se implantação ou nidação. (Ver secção 22, capítulo 243)

Cada feto feminino conta com 6 ou 7 milhões de oócitos (células ovulares em desenvolvimento) às 20 semanas de gestação e nasce com cerca de dois milhões de oócitos. Na puberdade, ficam apenas entre 300 000 e 400 000 para amadurecerem e converterem-se em óvulos. Os milhares de oócitos que não completam o processo de maturação degeneram de forma gradual e, após a menopausa, não fica nenhum.




Métodos de diagnóstico em ginecologia

Teste de Papanicolaou (Pap): por meio de uma raspagem, extraem-se células do colo uterino para investigar a presença de um possível cancro. Em geral, recomenda-se que as mulheres façam este teste uma vez por ano, a partir da primeira relação sexual ou ao fazer 18 anos. O método é seguro e só requer alguns segundos.

Colposcopia: utiliza-se uma lente de aumentar binocular de graduação dez para inspeccionar o colo uterino em busca de sinais de cancro, em geral como consequência de um resultado anormal no Pap. A colposcopia é indolor, não precisa de anestesia e faz-se em poucos minutos.

Biopsia: a biopsia do colo uterino e da vagina faz-se recorrendo à colposcopia para que se possam extrair amostras de tecido da zona mais anormal. A biopsia de uma área pequena da vulva faz-se na consulta, sem usar anestésico local. Para a biopsia do colo uterino normalmente não é necessário usar anestesia. No caso de se suspeitar da presença de cancro, extrai-se menos de 6 mm de tecido para se examinar ao microscópio.

Raspagem endocervical: insere-se um pequeno instrumento no canal do colo uterino para raspar tecido, que será examinado ao microscópio por um anatomopatologista. Este processo leva-se a cabo durante a colposcopia.

Conização do colo uterino (biopsia em cone): extrai-se do colo uterino uma porção de tecido em forma de cone, com entre 1,25 cm e 2,5 cm de comprimento por 2 cm de largura. O corte faz-se com laser, electrocauterização (calor) ou um bisturi. É necessária anestesia. Por vezes, a conização faz-se depois de se terem obtido resultados anormais na biopsia, para facilitar o diagnóstico ou extirpar a zona anormal.

Biopsia endometrial: insere-se um pequeno cateter, de metal ou de plástico, através do colo uterino na cavidade uterina. Move-se para trás, para a frente e em círculo, aplicando sucção na sua extremidade externa, para soltar e colher tecido do revestimento do útero (endométrio). O tecido é enviado para um laboratório, geralmente para determinar a causa de uma hemorragia anormal. A biopsia do endométrio pode ser feita na consulta. Não precisa de anestesia e provoca queixas semelhantes às dores menstruais.

Histerectomia: insere-se no útero, pelo colo uterino, um cateter fino com cerca de 8 mm de diâmetro. O tubo contém fibras ópticas que transmitem luz para poder visualizar a cavidade e pode incluir um instrumento de biopsia ou de electrocauterização (coagulação pelo calor). Em geral detecta-se a causa da hemorragia anormal ou outras anomalias e colhem-se amostras para fazer uma biopsia, a sutura ou a extirpação. Este procedimento é levado a cabo na consulta ou num hospital, juntamente com a dilatação e a raspagem.

Dilatação e raspagem (D e R): o colo uterino dilata-se (distende-se até abri-lo) com varetas de metal para inserir um instrumento com forma de colher (cureta) e desse modo raspa-se o revestimento do útero. Este procedimento é utilizado para diagnosticar anomalias no endométrio sugeridas pelos resultados de uma biopsia ou pelo tratamento de um aborto espontâneo incompleto. Para os abortos incompletos, a cureta que se utiliza é um tubo de plástico no qual se produz sucção na extremidade externa. D e R costumam fazer-se num hospital com anestesia geral.

Histerosalpingografia: faz-se uma radiografia depois da injecção de um contraste através do colo uterino para delimitar a cavidade uterina e as trompas de Falópio, em geral como parte de um exame para descobrir causas de esterilidade. O estudo é feito no consultório médico e pode provocar mal-estar, como cãibras. Por isso, é administrado um sedativo.

Ecografia: são aplicados ultra-sons (ondas sonoras a uma frequência demasiado alta para serem ouvidas) através da parede abdominal ou da vagina. O perfil do seu reflexo fora das estruturas internas é observado num monitor para confirmar a condição e o tamanho de um feto e para contribuir para o diagnóstico de anomalias fetais, gravidez múltipla, gravidez tubária, tumores, quistos ou outras anomalias nos órgãos pélvicos. A utilização de ultra-sons não provoca dor. Também é utilizada na amniocentese e noutros processos de colheita de amostras.

Laparoscopia: insere-se um cateter de visualização fino, que contém fibras ópticas, na cavidade abdominal através de uma incisão feita na parte inferior do umbigo. É utilizado dióxido de carbono para insuflar o abdómen, para visualizar com clareza os órgãos do mesmo e da pélvis. Em geral, a laparoscopia é utilizada para determinar a causa da dor pélvica, da esterilidade e doutros problemas ginecológicos. O laparoscópio pode ser utilizado com outros instrumentos para efectuar biopsias, procedimentos de esterilização e diferentes intervenções cirúrgicas; também pode ajudar a obter óvulos para a fecundação in vitro. Esta operação faz-se num hospital e requer anestesia; em procedimentos limitados, é administrado um anestésico local, mas a anestesia geral é usada com muito mais frequência.

Culdocentese: insere-se uma agulha pela parede da vagina, mesmo por trás do colo uterino, até chegar à cavidade pélvica, em geral para detectar hemorragias quando se suspeita que existe uma gravidez ectópica (uma gravidez fora do útero). A culdocentese costuma fazer-se no serviço de urgência sem utilizar anestesia.



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