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Amenorreia


A amenorreia é a ausência completa de menstruação, quer seja porque nunca tenha aparecido anteriormente (amenorreia primária), quer porque foi interrompida depois de ter aparecido (amenorreia secundária).

A ausência de fluxo menstrual só é normal antes da puberdade, durante a gravidez, durante a amamentação e depois da menopausa.

Causas

A amenorreia pode ser provocada por uma anomalia no cérebro, na glândula hipófise, na glândula tiróide, nas glândulas supra-renais, nos ovários ou em qualquer parte do aparelho reprodutor. Normalmente o hipotálamo (uma pequena parte do cérebro localizada precisamente por cima da hipófise) ordena à hipófise que liberte hormonas que, por sua vez, provocam a libertação de óvulos pelos ovários. Em determinadas doenças, a produção anormal de certas hormonas hipofisárias evita que se libertem os óvulos (ovulação) e pode alterar a sequência de libertação hormonal que provoca a menstruação. Da mesma forma, os valores elevados ou baixos de hormonas tiróideas (Ver secção 13, capítulo 145) podem causar amenorreia, reduzir a frequência das menstruações ou impedir o seu início. Na síndroma de Cushing (Ver secção 13, capítulo 146) a excessiva produção de cortisol, uma hormona corticosteróide, pelas glândulas supra-renais provoca o desaparecimento da menstruação ou faz com que um ciclo menstrual seja irregular.

O exercício físico extenuante também pode suprimir as menstruações. Provavelmente, o exercício origina uma redução da secreção das hormonas hipofisárias que estimulam os ovários, pelo que estes produzem menos estrogénios e, consequentemente, o fluxo menstrual é interrompido. A ausência de menstruação também pode ser devida a problemas do útero, como uma mola hidatiforme (um tumor na placenta) ou a síndroma de Asherman (substituição do revestimento interno uterino ou endométrio por tecido cicatricial devido a uma infecção ou a uma intervenção cirúrgica).

Algumas mulheres não atingem nunca a puberdade; portanto, a menstruação não se inicia. As causas incluem um defeito de nascença que provoca um desenvolvimento anormal do útero ou das trompas de Falópio e certos problemas cromossómicos (por exemplo, a síndroma de Turner, na qual as células contêm apenas um cromossoma X em vez de dois). (Ver secção 23, capítulo 254) Uma causa muito pouco frequente é o pseudo-hermafroditismo masculino, ou seja, uma pessoa que é geneticamente homem converte-se em mulher. (Ver secção 23, capítulo 254) Uma menina que não manifeste sinais de puberdade aos 13 anos, que não tenha tido a menstruação aos 16 anos ou que não tenha tido nenhum fluxo menstrual 5 anos depois de ter iniciado a puberdade deverá ser examinada para se excluir a existência de qualquer problema clínico.

Sintomas

Os sintomas variam conforme a causa da amenorreia. Por exemplo, se a causa foi o não se chegar à puberdade, os sinais normais desta (como o crescimento mamário, o pêlo púbico e axilar e as mudanças na forma do corpo) estarão ausentes ou só parcialmente presentes. Se a causa for uma gravidez, os sintomas são enjoos pela manhã e o aumento do volume abdominal. Se os valores da hormona tiróidea forem elevados, os sintomas são uma frequência cardíaca acelerada, ansiedade e pele quente e húmida. A síndroma de Cushing faz com que a cara fique com um aspecto arredondado (cara em lua cheia), o abdómen aumente de volume e as pernas e os braços se adelgacem. Algumas causas, como a síndroma de Asherman, não apresentam sintomas e só se manifestam como uma interrupção da menstruação. Na síndroma do ovário poliquístico aparecem algumas características masculinas, como o pêlo facial, e o ritmo menstrual é irregular ou até desaparece.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é baseado nos sintomas e na idade da paciente. Durante o exame físico, o médico pode confirmar se a puberdade surgiu normalmente e também procura sinais doutras causas da amenorreia. Conforme a causa de que desconfie, pode fazer vários testes, como medir os valores das hormonas hipofisárias, dos estrogénios, das hormonas tiróideas ou do cortisol numa amostra de sangue. Pode também fazer uma radiografia do crânio para determinar se o espaço ocupado pela hipófise aumentou devido a um tumor. Da mesma forma, a tomografia axial computadorizada (TAC) ou a ecografia são úteis para localizar um tumor nos ovários ou nas glândulas supra-renais.

Sempre que for possível, as causas específicas são tratadas, como, por exemplo, a extirpação de um tumor que produz hormonas. No entanto, não há um tratamento eficaz para a síndroma de Turner ou outras anomalias genéticas.

Se a menstruação nunca tiver começado e todos os testes forem normais, efectua-se um exame de 3 em 3 ou de 6 em 6 meses para fazer um acompanhamento do avanço da puberdade. Para ajudar a iniciar o fluxo menstrual, pode ser administrada progesterona e, talvez, também estrogénios; estes últimos são indicados para induzir as alterações da puberdade nas raparigas que não tenham tido desenvolvimento mamário nem tenham pêlo púbico ou axilar e que não os podem desenvolver de forma espontânea.



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