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Menopausa prematura


A menopausa prematura (precoce) é uma perturbação em que os ovários deixam de funcionar e a menstruação pára antes dos 40 anos.

Na menopausa prematura, os valores de estrogénios são baixos. No entanto, as concentrações das hormonas hipofisárias que estimulam os ovários (gonadotropinas), sobretudo a hormona foliculoestimulante, são elevadas porque tentam estimular os ovários. As causas da menopausa prematura incluem anomalias genéticas, em geral do tipo cromossómico, e problemas do sistema auto-imune, em que os anticorpos lesam os ovários. O hábito de fumar pode fazer com que a menopausa comece vários meses antes do normal.

Além da ausência da menstruação, a mulher com menopausa prematura costuma ter outros sintomas da menopausa, como afrontamentos e alterações do estado de espírito. (Ver secção 22, capítulo 233)

Diagnóstico e tratamento

A determinação da causa da menopausa prematura é muito importante para as mulheres que queiram engravidar. Para tal, o exame físico pode ajudar muito. Podem ser feitas análises ao sangue para detectar os anticorpos que são capazes de lesar as glândulas endócrinas (o que constitui um exemplo de uma doença auto-imune).

Nas mulheres com menos de 30 anos, faz-se normalmente um estudo cromossómico. Se aparecer um cromossoma Y (ou seja, se a doente for geneticamente homem), deve fazer-se uma cirurgia para extirpar qualquer tecido testicular presente no abdómen, dado o risco de o desenvolvimento de um cancro no referido tecido ser de 25 %. A análise cromossómica provavelmente não é necessária nas mulheres com mais de 35 anos.

A terapia substitutiva com estrogénios pode evitar ou fazer reverter os sintomas da menopausa. No entanto, uma mulher com menopausa prematura tem menos de 10 % de possibilidades de engravidar. Apesar disso, se for implantado no seu útero, depois de ter sido fertilizado no laboratório, um óvulo doutra mulher (óvulos doados), as suas possibilidades aumentam até 50 %. Antes da implantação, são induzidos ciclos menstruais artificiais mediante a administração de estrogénios e de progesterona, para que o revestimento interno do útero (endométrio) seja rejuvenescido e aumentem as possibilidades de levar avante, com êxito, a gravidez.



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