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Cancro do ovário


O cancro do ovário (carcinoma do ovário) desenvolve-se sobretudo nas mulheres com 50 e 70 anos. Globalmente, cerca de 1 em cada 7 mulheres contrai esta doença. É o terceiro cancro mais frequente do aparelho reprodutor feminino, mas, em compensação, morrem mais mulheres de cancro do ovário do que de qualquer outro que afecte o aparelho reprodutor.

Os ovários incluem vários tipos de células, cada uma das quais pode transformar-se num tipo diferente de cancro. Foram identificados pelo menos 10 tipos diferentes de cancros ováricos, pelo que o tratamento e as perspectivas de recuperação diferem conforme o tipo específico.

As células ováricas cancerosas podem disseminar-se directamente até à área que as rodeia e, pelo sistema linfático, até outras partes da pélvis e do abdómen. As células cancerosas também podem propagar-se pela circulação sanguínea e, finalmente, aparecer em pontos distantes do corpo, sobretudo o fígado e os pulmões.

Sintomas e diagnóstico

Um cancro do ovário pode atingir um tamanho considerável antes de provocar sintomas. O primeiro sintoma pode ser um ligeiro mal-estar na parte inferior do abdómen, semelhante a uma indigestão. A hemorragia uterina não é frequente. O facto de uma doente pós-menopáusica ter ovários maiores pode ser um sinal precoce de cancro, apesar de o seu crescimento também se poder dever a quistos, a massas não cancerosas e a outras afecções. De qualquer forma, pode aparecer líquido no abdómen e este pode inchar devido a isso ou ao aumento de tamanho do ovário. Nesta fase, a mulher pode ter dor na pélvis, anemia e perda de peso. Em determinado caso excepcional, o cancro do ovário segrega hormonas que provocam um crescimento excessivo do revestimento interno uterino, um aumento no tamanho das mamas ou um maior desenvolvimento de pêlos.

Tumor do ovário

O cancro do ovário pode disseminar-se, através dos gânglios linfáticos, a outros órgãos da pélvis e do abdómen(1). Pela circulação sanguínea pode disseminar-se a órgãos mais distantes, principalmente o fígado(2) e os pulmões(3).

O diagnóstico do cancro do ovário nos seus primeiros estádios é difícil de fazer, porque os sintomas normalmente não aparecem até que o cancro se tenha disseminado e porque muitas outras doenças menos graves têm sintomas semelhantes.

Se se suspeitar da existência deste cancro, é necessário fazer uma ecografia ou uma tomografia axial computadorizada (TAC) para ter mais informação acerca do aumento do ovário.

Em certos casos, os ovários são visualizados directamente com um laparoscópio, um pequeno tubo que se insere através de uma minúscula incisão na parede abdominal e que permite ver os órgãos através dele. Se os resultados do exame sugerirem a presença de um quisto, será aconselhável que a mulher faça revisões periódicas enquanto o quisto continuar a existir. No entanto, se os resultados não forem convincentes e se suspeitar que existe cancro do ovário, efectua-se uma intervenção cirúrgica abdominal para fazer o diagnóstico e determinar até onde se expandiu o cancro (estadiação) e como tratá-lo.

Quando se acumula líquido no abdómen, pode ser aspirado com uma agulha e examina-se uma amostra para comprovar se há células cancerosas.

Tratamento

O tratamento do cancro do ovário é cirúrgico. O alcance da cirurgia depende do tipo específico do cancro e do seu estádio. Se não se tiver espalhado para além do ovário, é possível extrair só o ovário afectado e a trompa de Falópio do mesmo lado. Se o cancro se tiver propagado para além do ovário, devem ser extraídos os dois ovários e o útero, bem como os gânglios linfáticos próximos e todas aquelas estruturas circundantes pelas quais o cancro costuma expandir-se.

Depois da cirurgia, pode ser administrada radioterapia e quimioterapia para destruir qualquer pequena zona cancerosa residual. O cancro do ovário que já se disseminou (deu lugar a metástases) é difícil de curar.

Cinco anos depois do diagnóstico, o índice de sobrevivência das mulheres com os tipos mais frequentes de cancro do ovário é de 15 % a 85 %. Esta margem tão ampla reflecte diferenças na agressividade de certos cancros e nas diversas respostas imunológicas face ao cancro entre as mulheres.



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