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Incompatibilidade de Rh


A incompatibilidade de Rh é a incompatibilidade do grupo Rh entre o sangue da mãe e do seu feto.

Como resultado desta anomalia, a mulher pode produzir anticorpos contra os glóbulos vermelhos (eritrócitos) do feto. Estes anticorpos provocam a destruição de um número mais ou menos importantes destas células, provocando por vezes a denominada doença hemolítica do recém-nascido, uma variedade de anemia.

O grupo sanguíneo de uma pessoa é um conjunto de moléculas localizadas sobre a superfície dos eritrócitos que os identificam como específicos de cada indivíduo. O grupo sanguíneo Rh inclui algumas destas moléculas. Uma delas, a Rh0(D), costuma causar os problemas de incompatibilidade de Rh. Se as hemácias tiverem moléculas Rh0 (D), o sangue é Rh-positivo; se não as tiverem, o sangue é Rh-negativo.

Os problemas surgem quando a mãe é Rh-negativo e o feto tem sangue Rh-positivo que herdou de um pai Rh-positivo. Parte do sangue fetal pode entrar em contacto com o sangue materno através da placenta, sobretudo nos últimos dias da gravidez e durante o parto. Se isso acontecer, o organismo da mãe pode tratar os glóbulos vermelhos do feto como elementos estranhos e produzir anticorpos para os destruir (anticorpos anti-Rh). Os níveis destes anticorpos da mãe aumentam ao longo de toda a gravidez e podem atravessar a placenta e chegar ao feto, onde podem destruir parte dos seus eritrócitos. Como resultado, pode desenvolver-se a doença hemolítica no feto (eritroblastose fetal) ou no recém-nascido (eritroblastose neonatal). (Ver tabela da secção 23, capítulo 252) No entanto, durante uma primeira gravidez, raramente surgem estes problemas porque, em geral, não há um contacto significativo entre o sangue do feto e o da mãe até ao momento do parto. Contudo, em cada gravidez posterior, a mãe fica cada vez mais sensibilizada perante o sangue Rh-positivo e produz anticorpos cada vez com maior antecipação.

A destruição dos glóbulos vermelhos do feto pode provocar anemia e aumentar os valores de bilirrubina no sangue (um produto residual, proveniente da destruição dos eritrócitos). Se os valores da bilirrubina forem demasiado elevados, o cérebro do feto pode ser lesado.

Entre as pessoas de raça branca de certos países ocidentais, 85 % é Rh-positivo e, em cerca de 13 % dos casais, o homem é Rh-positivo e a mulher Rh-negativo. Nestes casos, um recém-nascido em cada 27 desenvolve a doença hemolítica.

Prevenção e tratamento

Na sua primeira consulta ao médico durante a gravidez, este faz um teste à mulher para determinar o seu tipo e grupo sanguíneo. Se for Rh-negativo, confirma-se o tipo de sangue do pai. Se este for Rh-positivo, medem-se os valores de anticorpos anti-Rh na mãe.

Durante o parto pode-se dar um contacto entre o sangue materno e o fetal, o que pode fazer com que a mãe produza anticorpos. Por esse motivo, e como precaução, são injectados anticorpos anti-Rh na mãe Rh-negativo, sob a forma de imunoglobulina Rh0(D), nas 72 horas posteriores ao parto de um bebé que tenha sangue Rh-positivo, inclusivamente depois de um aborto espontâneo ou provocado. Este tratamento destrói qualquer célula fetal que possa sensibilizar a mãe, graças ao que as gravidezes posteriores não costumam ser perigosas. No entanto, em 1 % a 2 % dos casos, a injecção não evita a sensibilização, possivelmente porque a mãe foi sensibilizada no princípio da gravidez. Para evitar a sensibilização precoce de uma mãe cujo sangue é Rh-negativo, é aplicada uma injecção de anticorpos anti-Rh na 28.ª semana de gravidez, bem como depois do parto.

Se forem feitas medições periódicas das alterações nos valores de anticorpos anti-Rh na mãe, o médico pode antecipadamente saber se o bebé vai ter potenciais problemas. Se os níveis de anticorpos anti-Rh da mãe subirem demasiado durante a gravidez, pode ser feita uma amniocentese. Para isso, insere-se uma agulha através da pele para obter uma amostra de líquido do saco amniótico, que rodeia o feto dentro do útero. Em seguida, procede-se à medição dos valores de bilirrubina na amostra deste líquido e, se forem demasiado altos, faz uma transfusão intra-uterina ao feto. De 10 em 10 ou de 14 em 14 dias fazem-se novas transfusões adicionais até à 32.ª-34.ª semanas de gravidez, altura em que se costuma provocar o parto. Em geral, depois de nascer fazem-se uma ou mais transfusões ao recém-nascido. Em casos menos graves, não se fazem transfusões até depois do nascimento.



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