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Abruptio placentae


Abruptio placentae é o desprendimento prematuro da parede uterina, de uma placenta em posição normal, que ocorre durante a gravidez em vez de depois do parto.

A placenta pode desprender-se de forma incompleta (apenas 4 vezes entre 10 % e 20 %) ou completa. A causa é desconhecida. O desprendimento acontece entre 0,4 % e 3,5 % de todos os partos. As mulheres que têm uma tensão arterial elevada, alguma doença cardíaca, diabetes ou uma doença reumatóide (Ver secção 22, capítulo 246) bem como as mulheres que consomem cocaína, têm mais probabilidades de sofrer esta complicação.

Sintomas e diagnóstico

Produz-se uma hemorragia no útero pelo ponto de inserção da placenta. O sangue pode passar através do colo uterino e sair pela vagina (hemorragia externa) ou, então, pode ficar retido por trás da placenta (hemorragia oculta). Os sintomas dependem do grau de desprendimento e da quantidade de sangue que se perca e incluem hemorragia vaginal, dor abdominal repentina, contínua ou em forma de cãibras e dor ao comprimir o abdómen. O diagnóstico, habitualmente, é confirmado com uma ecografia.

Problemas com a placenta

Normalmente, a placenta localiza-se na parte superior do útero e está firmemente ligada à parede uterina. No desprendimento da placenta, esta solta-se da parede uterina de forma prematura e provoca uma hemorragia uterina que reduz o fornecimento de sangue e de nutrientes ao feto.
Uma mulher que tenha este problema deve ser hospitalizada, porque o parto pode ser prematuro. Na placenta prévia, a placenta localiza-se por cima ou perto do colo uterino, na parte inferior do útero. Os sintomas incluem uma hemorragia indolor que começa no fim da gravidez e que pode intensificar-se. O parto costuma ser por cesariana.

O desprendimento reduz o fornecimento de oxigénio e de nutrientes ao feto e até pode provocar a sua morte. Quanto à mãe, as complicações incluem uma hemorragia potencialmente grave, coagulação disseminada no interior dos vasos sanguíneos (coagulação intravascular disseminada), insuficiência renal e hemorragia na parede do útero. Estas complicações são muito mais frequentes numa gestante com pré-eclampsia e podem indicar sofrimento ou morte fetal.

Tratamento

Uma vez que se tenha estabelecido o diagnóstico, a mulher deve ser hospitalizada. O tratamento habitual é repouso na cama, a menos que a perda de sangue represente uma ameaça para a vida, que exista sofrimento fetal ou que a gravidez esteja próxima do fim. O repouso prolongado pode diminuir a hemorragia e, se os sintomas se atenuarem, incentiva-se a mulher a caminhar um pouco e até se lhe pode dar alta. Pelo contrário, se a hemorragia continuar ou piorar, o melhor para a mãe e para o feto é acelerar o parto. Se o parto vaginal não for possível, faz-se uma cesariana.



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