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Púrpura trombocitopénica idiopática


A púrpura trombocitopénica idiopática é uma doença auto-imune que é caracterizada por uma redução gradual do número de plaquetas no sangue, provavelmente porque certos anticorpos anormais as destroem. O resultado é um aumento da tendência para as hemorragias. Esta doença é três vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens. Se não for tratada durante a gravidez, a doença tem tendência para ser mais grave. Os anticorpos podem passar para o feto e reduzir as plaquetas deste a níveis perigosamente baixos antes e imediatamente após o parto. Se assim for, durante o parto podem ocorrer hemorragias que provocarão lesões ou a morte, sobretudo se a hemorragia ocorrer no cérebro. A análise de uma pequena quantidade de sangue recolhida do cordão umbilical permite determinar a presença de anticorpos e detectar níveis baixos de plaquetas no feto. Se os anticorpos tiverem chegado ao feto, pode ser feita uma cesariana para evitar problemas durante o parto, tais como uma hemorragia cerebral no recém-nascido. Os anticorpos desaparecem ao fim do vigésimo primeiro dia e, então, o sangue do recém-nascido volta a coagular normalmente.

Os corticosteróides melhoram a coagulação do sangue nas mulheres grávidas que têm esta doença, mas esta melhoria só é permanente em 50 % dos casos. Podem ser administradas doses elevadas de gamaglobulina por via endovenosa para melhorar temporariamente a coagulação do sangue e, consequentemente, provocar o parto sem correr nenhum risco, para que a mulher possa dar à luz por via vaginal sem que tenha uma hemorragia incontrolada. As transfusões de plaquetas só são indicadas quando é necessário um parto por cesariana para proteger o recém-nascido e quando o número de plaquetas da mãe é tão baixo que existe perigo de uma hemorragia grave. Nos casos raros em que o número de plaquetas continua a ser perigosamente baixo, apesar do tratamento, extrai-se o baço da mulher, que é onde as plaquetas ficam retidas e são destruídas. O melhor momento para fazer esta intervenção cirúrgica é a meio da gravidez. A extracção do baço melhora a coagulação do sangue a longo prazo em cerca de 80 % das doentes com púrpura trombocitopénica idiopática e imune.



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