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Cirurgia durante a gravidez


A maioria das afecções que precisam de cirurgia durante a gravidez são problemas abdominais. A gravidez pode dificultar o diagnóstico e complicar qualquer procedimento cirúrgico. Dado que a cirurgia pode provocar um aborto, sobretudo no início da gravidez, qualquer intervenção não urgente é protelada, tanto quanto possível, desde que a saúde da mãe não esteja em perigo.

A apendicite pode provocar uma dor tipo cãibra semelhante às contracções uterinas. Uma análise ao sangue pode detectar uma subida dos glóbulos brancos (leucócitos), mas, devido ao facto de o número destas células também aumentar, normalmente durante a gravidez, este exame é pouco fiável para diagnosticar a apendicite numa mulher grávida. Além disso, à medida que a gestação avança, o apêndice é empurrado para a parte superior do abdómen, pelo que uma dor no quadrante inferior direito (ponto em que se costuma localizar a dor da apendicite) durante a gravidez, não indica necessariamente que se trata desta doença. Se efectivamente parecer que se trata de uma apendicite, faz-se uma intervenção cirúrgica para extrair o apêndice (apendicectomia) de forma imediata, pois a rotura do apêndice durante a gravidez pode ser mortal. Não é provável que uma apendicectomia provoque lesões no feto ou desencadeie um aborto.

Por outro lado, durante a gravidez podem desenvolver-se quistos ováricos e provocarem cãibras dolorosas. A ecografia detecta os quistos ováricos com grande segurança e precisão. A menos que um quisto seja claramente canceroso, a cirurgia costuma ser adiada até depois da duodécima semana de gravidez, devido ao facto de o quisto poder estar a segregar hormonas associadas que ajudam a manter a gravidez e, muitas vezes, desaparecer de forma espontânea. No entanto, se o quisto ou a massa continuar a crescer ou for doloroso à palpação, ou a causa subjacente for um cancro ou um abcesso, pode ter de se fazer uma intervenção cirúrgica inclusive antes da duodécima semana.

As afecções da vesícula biliar surgem ocasionalmente durante a gravidez. À mulher grávida são feitas revisões frequentes para controlar o processo. No entanto, se a doença não melhorar, a cirurgia pode ser necessária.

A obstrução intestinal pode ser um problema muito grave durante a gravidez. Se se desenvolver gangrena intestinal e peritonite (inflamação do revestimento da cavidade abdominal), a vida da mulher corre perigo e, além disso, pode sofrer um aborto. Geralmente, quando uma mulher gestante tem sintomas de obstrução intestinal, faz-se habitualmente uma exploração cirúrgica, sobretudo se tiver antecedentes de ter sido submetida a uma intervenção cirúrgica abdominal ou de ter tido uma infecção abdominal anterior.



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