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Conjuntivite


A conjuntivite do recém-nascido (conjuntivite neonatal, oftalmia neonatal) é uma infecção da membrana que envolve as pálpebras e a parte visível do olho. (Ver secção 20, capítulo 221)

Na maioria dos casos, a conjuntivite neonatal contrai-se ao atravessar o canal de parto e os organismos responsáveis são geralmente as bactérias que habitualmente habitam na vagina. A Clamydia, um tipo de bactéria pequena, constitui a causa mais frequente de conjuntivite neonatal. No entanto, também podem causá-la outras bactérias, particularmente o Streptococcus peneumoniae, o Hemophilus influenzae e a Neisseria gonorrhoeae (bactéria que causa gonorreia). O mesmo sucede com os vírus. O herpes simples é a causa viral mais frequente.

Sintomas e diagnóstico

A conjuntivite causada por Clamydia habitualmente desenvolve-se entre 5 e 14 dias depois do nascimento. A infecção pode ser ligeira ou grave e pode produzir pequenas ou grandes quantidades de pus. A conjuntivite causada por outras bactérias pode começar entre 4 e 21 dias depois do nascimento e pode ou não produzir pus. O vírus do herpes simples pode afectar só o olho ou tanto o olho como outras partes do corpo. (Ver secção 17, capítulo 186) Em casos graves, pode desenvolver-se uma infecção potencialmente mortal que afecta todo o corpo e o cérebro. A conjuntivite causada pela bactéria da gonorreia aparece entre os 2 e os 5 dias depois do nascimento ou inclusive antes, se as membranas se romperam prematuramente e a infecção teve tempo de começar antes do parto.

Habitualmente, seja qual for a causa, as pálpebras e a parte branca dos olhos (conjuntiva) do recém-nascido inflamam-se muito. Quando se separa a pálpebra, pode ver-se a saída de pus. Se o tratamento se atrasa, podem formar-se chagas na córnea que danificam a vista de forma permanente. Para determinar o organismo infeccioso, o médico extrai uma amostra de pus e examina-a ao microscópio ou então realiza um cultivo.

Prevenção e tratamento

Para prevenir a conjuntivite instila-se sistematicamente nitrato de prata, eritromicina ou então um unguento ou gotas de tetraciclina nos olhos do recém-nascido. Nenhum destes medicamentos, no entanto, é sempre capaz de prevenir a conjuntivite por Clamydia. Se a mãe do recém-nascido tem gonorreia, a criança recebe uma infecção gonorreica nos olhos e em qualquer outra parte do corpo.

Para tratar a conjuntivite bacteriana aplica-se um unguento com polimixina e bacitracina, eritromicina ou tetraciclina nos olhos. Devido a que pelo menos metade das crianças com conjuntivite por Clamydia também apresentam uma infecção do mesmo tipo noutra parte do organismo, a eritromicina costuma administrar-se por via oral. A conjuntivite causada pelo vírus do herpes simples trata-se com gotas ou unguento de trifluridina e com idoxuridina em pomada. Também se administra o fármaco antiviral aciclovir, para o caso de o vírus já se ter expandido para o cérebro e outros órgãos ou estiver quase a fazê-lo. Os unguentos com corticosteróides não são utilizados nos recém-nascidos porque podem piorar gravemente as infecções por Clamydia e as causadas pelo vírus do herpes simples.



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