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Toxoplasmose congénita


A toxoplasmose congénita é uma infecção que se produz durante a gravidez causada pelo parasita Toxoplasma gondii, que passa da mãe ao feto.

O organismo Toxoplasma gondii existe em todo o mundo (Ver secção 17, capítulo 184) e infecta aproximadamente entre 1 e 8 recém-nascidos de cada 1000. Aproximadamente metade das mulheres infectadas durante a gravidez têm um filho com toxoplasmose congénita. O risco de o feto se infectar é maior se a mulher contrair a infecção no final da gravidez, mas a doença é geralmente mais grave se o feto se infectar no começo da gestação.

O Toxoplasma infecta os gatos e os ovos do parasita passam para os dejectos destes animais. Os ovos têm capacidade de infectar durante muitos meses. As mulheres podem infectar-se ao manusear os recipientes onde defecam os gatos ou outro material contaminado com fezes deste animal. Comer alimentos mal cozidos (borrego, porco ou carne bovina) também pode provocar a infecção.

Sintomas e diagnóstico

Em regra, as mulheres grávidas e os recém-nascidos que estão infectados por toxoplasmose não apresentam sintomas. No entanto, o feto pode crescer no útero de forma muito lenta e nascer prematuramente. O bebé pode ter a cabeça pequena, icterícia, o fígado e o baço aumentados, inflamação do coração, dos pulmões, ou dos olhos, erupções, uma pressão do líquido cefalorraquidiano elevada devido a um aumento da quantidade do mesmo que rodeia o cérebro ou à presença de depósitos de cálcio no cérebro e convulsões.

Alguns bebés que apresentam estes sintomas adoecem gravemente e morrem pouco depois. Outros apresentam lesões permanentes, incluindo inflamação do interior do olho (coriorretinite), atraso mental, surdez e convulsões. Estas anomalias podem aparecer anos mais tarde nas crianças que pareciam saudáveis ao nascer. Para diagnosticar a toxoplasmose realizam-se análises de sangue tanto na mãe como no bebé. Nos bebés realizam-se radiografias da cabeça, análises do líquido cefalorraquidiano e uma completa revisão ocular. No momento do nascimento o médico pode examinar a placenta para comprovar se está infectada.

Prevenção e tratamento

As mulheres que estão ou podem estar grávidas devem evitar o contacto com as caixas dos gatos e outras zonas contaminadas com fezes destes animais. Os alimentos devem cozer-se completamente para destruir os possíveis parasitas e é necessário lavar as mãos depois de manipular a carne crua ou os alimentos que não tenham sido lavados.

A transmissão da infecção ao feto pode prevenir-se se a mãe tomar o fármaco espiramicina. Numa etapa mais avançada da gravidez, se o feto está infectado pode tomar pirimetamina e sulfonamidas. Os recém-nascidos com esta doença que apresentam sintomas são tratados com pirimetamina, sulfadiacina e ácido folínico. Os bebés que apresentam algum tipo de inflamação também podem ser tratados com corticosteróides.



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