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Sífilis congénita


A sífilis congénita é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum, que se transmite da mãe ao feto (Ver secção 17, capítulo 189)

Uma grávida com sífilis tem à vota de 60 % a 80 % de probabilidades de infectar o feto. A sífilis costuma transmitir-se quando se encontra na primeira fase e não foi tratada, mas não acontece o mesmo quando está na fase latente ou quando se encontra na sua última fase.

Sintomas e diagnóstico

Um recém-nascido com sífilis pode ter grandes bolhas cheias de líquido ou uma erupção plana de cor acobreada nas palmas das mãos e nas plantas dos pés com altos à volta do nariz e da boca, assim como na zona da fralda. Regra geral, observa-se um aumento dos gânglios linfáticos, do fígado e do baço. O bebé pode não crescer bem e ter um aspecto de «velho», com fendas à volta da boca. Pode sair muco, pus ou sangue pelo nariz. Alguns bebés podem desenvolver uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro (meningite) ou do olho (coroidite). Estes bebés podem ter convulsões e a pressão dentro do cérebro pode aumentar de tal maneira que origine um aumento dos espaços que contém o líquido (hidrocefalia). Outras crianças podem sofrer atraso mental. Nos primeiros três meses de vida, a inflamação dos olhos e das cartilagens pode causar um quadro onde apareça paralisia dos braços e das pernas do bebé.

Muitas crianças com sífilis congénita permanecem na fase latente da doença durante toda a sua vida e nunca apresentam nenhum sintoma. Outros, finalmente, apresentam sintomas, como chagas (úlceras) dentro do nariz e do palato. Podem aparecer altos arredondados (protuberâncias) nos ossos das pernas e no crânio. A infecção do cérebro não costuma provocar sintomas na infância, mas com o tempo a criança pode ficar surda ou cega. Os dentes incisivos podem ter forma pontiaguda (dentes de Hutchinson).

Os sintomas característicos constituem uma base importante para o diagnóstico. O médico confirma o diagnóstico examinando ao microscópio uma amostra da erupção das bolhas ou da mucosidade nasal e solicitando exames de anticorpos.

Prevenção e tratamento

A sífilis congénita pode prevenir-se quase completamente injectando penicilina à mãe durante a gravidez. No entanto, o tratamento na última etapa de gravidez não reverte totalmente as anomalias que já possa ter sofrido o feto. Depois de nascer, o bebé afectado também é tratado com penicilina.

O tratamento pode causar uma reacção grave (reacção de Yarisch-Herxheimer) na mãe e pode fazer com que o bebé nasça morto. Esta reacção costuma ser ligeira nos recém-nascidos.



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