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Neuroblastoma


Um neuroblastoma é um cancro frequente na infância, que cresce em partes do sistema nervoso.

O neuroblastoma pode desenvolver-se num determinado tipo de tecido nervoso em qualquer parte do corpo. Normalmente origina-se em nervos do peito ou do abdómen, com maior frequência nas glândulas supra-renais (localizadas sobre cada rim). O neuroblastoma muito raramente se origina no cérebro. Aproximadamente 75 % de todos os neuroblastomas manifestam-se em crianças com menos de 5 anos. Embora se desconheça a causa, este cancro às vezes encontra-se presente na família.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas dependem de onde se originou o neuroblastoma e da sua extensão. Os primeiros sintomas, em muitas crianças, incluem abdómen grande, sensação de estar cheios e dor abdominal. Os sintomas também podem estar relacionados com a extensão do tumor. Por exemplo, o cancro que invadiu os ossos é doloroso. O que tiver invadido a medula óssea pode reduzir os valores de glóbulos vermelhos (provocando anemia), a quantidade de plaquetas (provocando contusões) ou a quantidade de glóbulos brancos (reduzindo as defesas contra as infecções). O cancro pode estender-se à pele, onde produz nódulos, ou à espinal medula, podendo debilitar os braços ou as pernas. Aproximadamente 90 % dos neuroblastomas produzem hormonas, como a adrenalina, que podem aumentar o ciclo cardíaco e provocar ansiedade.

Não é fácil obter um diagnóstico prematuro de um neuroblastoma. Se o cancro crescer o suficiente, o médico poderá palpar um volume (massa) no abdómen. Se suspeita da presença de um neuroblastoma, pode prescrever uma ecografia, uma tomografia axial computadorizada (TAC) ou uma imagem de ressonância magnética (RM) do peito e do abdómen. Pode-se fazer uma análise à urina para detectar uma produção excessiva de hormonas similares à adrenalina. Se o cancro se tiver disseminado, o médico pode encontrar indícios nas radiografias ou nas amostras de tecido do fígado, do pulmão, da pele, da medula óssea ou do osso feitas para a biopsia (exame ao microscópio).

Prognóstico e tratamento

O prognóstico depende da idade do petiz, do tamanho do tumor e de este se ter ou não disseminado. As crianças com menos de 1 ano e as que têm tumores pequenos têm muito bom prognóstico. Um tratamento a tempo é a melhor esperança de cura. Se o cancro não se tiver disseminado, normalmente pode ser extraído mediante cirurgia. Se o cancro for grande ou se tiver disseminado, podem ser utilizados medicamentos anticancerosos como a vincristina, a ciclofosfamida, a doxorubicina e a cisplatina, bem como a radioterapia. Em crianças mais velhas, o índice de cura é baixo se o cancro se tiver disseminado.



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