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Intoxicação por hidrocarbonetos


Os hidrocarbonetos (compostos orgânicos formados apenas de hidrogénio e carbono) encontram-se em geral no petróleo, no gás natural e no carvão. Todos os anos, mais de 25 000 crianças com menos de 5 anos intoxicam-se ao ingerirem destilados de petróleo (como a gasolina, o querosene e a aguarrás), hidrocarbonetos halogenados (como tetracloreto de carbono, presente em líquidos para a lavagem a seco, líquidos e dissolventes) e dicloreto de etileno (presente em limpadores de pintura). Contudo, a maioria das mortes por intoxicação por hidrocarbonetos produz-se em adolescentes que deliberadamente inalam substâncias voláteis. Pequenas quantidades destas substâncias, sobretudo líquidos que correm a jacto com facilidade, podem entrar nos pulmões e lesá-los directamente. Entre os líquidos mais espessos, os óleos que se usam em produtos como os abrilhantadores de móveis são muito perigosos porque são extremamente irritantes e podem causar uma pneumonia grave por aspiração. (Ver secção 4, capítulo 41)

Sintomas

Os sintomas afectam fundamentalmente os pulmões e o intestino; em casos extremos, o cérebro também se vê afectado. No princípio, a criança tosse e fica sem ar, inclusive depois de mal o ter provado. A respiração acelera-se, a pele pode tornar-se azulada pela diminuição de oxigénio e podem aparecer vómitos e tosse persistente. As crianças mais crescidas podem queixar-se de ardor de estômago antes de vomitarem. Os sintomas neurológicos incluem sonolência, estupor, coma e convulsões. Habitualmente, estes efeitos são tanto mais graves quanto maior for a quantidade ingerida, e nos casos de crianças que tenham engolido líquido para isqueiros, abrilhantadores de móveis ou hidrocarbonetos halogenados como o tetracloreto de carbono.

Os rins e a medula óssea podem ser afectados. Em casos graves, o coração pode aumentar de tamanho, o ritmo pode tornar-se irregular (como na fibrilação auricular) (Ver secção 3, capítulo 16) e inclusive pode produzir-se uma paragem cardíaca. A inflamação pulmonar é suficientemente grave para causar a morte e, em geral, fá-lo antes das 24 horas. A cura da pneumonia habitualmente exige uma semana. Uma excepção é a pneumonia causada pela ingestão de óleos abrilhantadores, que habitualmente exige entre 5 e 6 semanas.

Diagnóstico e tratamento

As radiografias de tórax constituem a prova mais importante para o diagnóstico. Podem observar-se evidências de pneumonias nas radiografias nas primeiras duas horas nos casos graves, e no espaço de 6 a 8 horas em 90 %. Se os sinais de pneumonia não se manifestarem dentro de 24 horas, também não o farão mais tarde. A contagem de glóbulos brancos e uma análise de urina podem revelar uma lesão da criança ou infecção. A medição dos valores de oxigénio e de anidrido carbónico no sangue arterial contribui para o diagnóstico e para o tratamento da pneumonia.

Quando se descobre uma intoxicação, deve-se chamar o centro de informação de intoxicações, retirar a roupa contaminada e lavar a pele. Se a criança está acordada e alerta, pode beber um copo pequeno de leite para diluir a substância engolida e reduzir a irritação do estômago. Uma criança com qualquer sintoma de afecção pulmonar, como respiração rápida, frequência cardíaca acelerada ou tosse, deve ser levada urgentemente a um hospital. Se não apresentar nenhum destes sintomas, normalmente pode ser tratada em casa depois de consultar o centro de intoxicações.

Os antibióticos não são úteis para a prevenção, visto que a pneumonia que se desenvolve é causada pela irritação química e

não bacteriana. Se a pneumonia se manifestar, os tratamentos podem incluir uma terapia de oxigénio, assistência ventilatória, líquidos intravenosos e controlo contínuo.



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